Vigilantes privados preparam greve nacional caso não forem resolvidas suas reivindicações

Cidade da Praia, 30 Abr (Inforpress) – Os profissionais de segurança privada podem partir para greve nacional de 15 a 18 de Maio caso não forem resolvidas as suas reivindicações, disse hoje à Inforpress o presidente do Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins.

Segundo Gilberto Lima, a situação dos vigilantes de empresas privadas é “gritante e injuriosa” e vem decorrendo, há já alguns anos, sem que haja nenhum avanço na implementação de uma nova grelha salarial da classe, no descongelamento das progressões e no reenquadramento das carreiras profissionais.

“A grelha salarial negociada deveria entrar em vigor em 2018, mas até então nada aconteceu. Neste momento, estamos a esperar pela decisão de ministro das Finanças para vermos se há possibilidade de se implementar um salário mínimo para a classe dos vigilantes”, disse o presidente do Siacsa.

No entanto, perante o silêncio das empresas e do Governo, Gilberto Lima avançou que o sindicato e os seus associados estão na iminência de partir para uma greve nacional de 15 a 18 de Maio.

Para cumprir com esta decisão, o sindicalista diz encontrar-se em São Vicente onde vai reunir-se com os vigilantes para passar a mensagem sobre o encontro com o ministro das Finanças e, a partir daí decidirem se haverá ou não greve.

“O nosso objectivo é fazer com que seja cumprido o acordo colectivo de trabalho rubricado há três anos, pois, os vigilantes são a classe que menos recebem neste país. Muitos deles usufruírem de um vencimento inferior ao salário mínimo nacional”, concluiu.

A situação não é nova, sendo que no ano passado os vigilantes tinham agendada uma paralisação, entretanto suspensa, em sinal de protesto contra a requisição civil decretada pelo Governo e que foi considerada como “exagerada e abusiva, para impossibilitar a continuidade da greve”.

A greve é um sinal de protesto contra a não implementação do Acordo Colectivo de Trabalho, rubricado entre as partes (sindicato, patrão e Governo) em 2018 e que recomendava a actualização da grelha salarial a partir de 1º de Janeiro.

PC/CP

Inforpress/Fim

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