VerdeFam e Ministério da Saúde querem introdução nos currículos escolares de módulos da educação sexual (c/áudio)

Cidade da Praia, 25 Mar (Inforpress) – O presidente da VerdeFam e o ministro da Saúde uniram as suas vozes para apelar a introdução nos currículos escolares de módulos da educação sexual abrangente com abordagem da cidadania, sexualidade, direitos humanos e violência baseada no género.

O apelo foi feito esta manhã no acto de comemoração dos 24 anos de existência da Associação Cabo-verdiana Para a Protecção da Família (VerdeFam) durante um workshop realizado sob o lema “VerdeFam um percurso de 24 anos na promoção da família e da saúde sexual reprodutiva”.

Conforme o presidente da VerdeFam, Francisco Tavares, os desafios desta época têm de começar com a introdução nos currículos escolares de módulos da educação sexual.

“Nós precisamos disso, pois, a prevalência do HIV/Sida inverteu-se do ponto de vista do género. Temos desafios porque ainda temos 12% de adolescentes que aos 19 anos já tiveram pelo menos um filho”, explicou, manifestando a disponibilidade da VerdeFam em ir às escolas falar do tema.

Na sua explanação, o responsável da VerdeFam defendeu a necessidade de o Governo reforçar a sua política no que tange a saúde sexual e reprodutiva, adiantando que a escola e a família deveriam ser esse elo de força nesta matéria.

Face a isso, acrescentou que o país deve recentrar a problemática da família na agenda pública cabo-verdiana e repensar um instituto dedicado à família.

Já o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, realçou no seu discurso a necessidade de se introduzir nos currículos escolares módulos da educação sexual abrangente com abordagem da cidadania, sexualidade, direitos humanos e violência baseada no género.

Advogou também a necessidade de melhorar os instrumentos legislativos, financeiros que permitam uma melhor articulação entre o Governo e seus parceiros.

“Muito se tem feito a nível da plataforma, das instâncias de coordenação para o combate ao VIH/Sida, mas creio que podemos melhorar nesta matéria”, observou o governante.

Para isso, sublinhou que o Governo conta com as ONG na definição de políticas públicas e está aberto a propostas no campo do financiamento e de parcerias que visam a sustentabilidade do sistema, a eficiência e a efetividade.

Mesmo consciente que “muito já foi feito”, Arlindo do Rosário é de opinião que muito há ainda por fazer, pelo que acredita que, com o apoio dos parceiros de cooperação internacional com destaque para as Agências do Sistema das Nações Unidas e da cooperação bilateral, o país poderá continuar a trabalhar para a promoção da cidadania, dos direitos humanos e da saúde sexual e reprodutiva.


PC/CP

Inforpress/Fim

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