UNTC-CS admite que um colapso no sistema de previdência social prejudicará os trabalhadores (c/áudio)

Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) – A secretária-geral (SG) da UNTC-CS, Joaquina Almeida, admitiu hoje que um eventual colapso no sistema de previdência social os trabalhadores serão os “maiores prejudicados”.

“Só agora o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social] tem um pico de alerta a dizer que o sistema pode entrar em colapso, porque já gastaram 2,5 milhões de contos no lay off”, disse a líder da maior central sindical cabo-verdiana, acrescentando que sempre alertaram para a sustentabilidade do sistema.

Joaquim Almeida fez essas considerações, em conferência de imprensa, para exigir do Governo um aumento salarial de, pelo menos, 2,0 por cento (%) para 2022, alegando que o Orçamento do Estado tem margem para o efeito.

Segundo a sindicalista, por causa do referido alerta, o INPS já não quer subsidiar algumas empresas, quando, no início, as medidas contemplaram todas as empresas em dificuldades.

“O INPS alega isto porque diz que algumas empresas estão a praticar fraude e, se isto está a acontecer, deve-se agir contra essas empresas e não prejudicar outras”, defendeu Joaquina Almeida.

Instada em relação às consequências que poderão advir de um eventual colapso do sistema de previdência social, explicou que os contribuintes poderão ver, por exemplo, “comprometidas” as suas reformas.

“Um trabalhador que descontou durante toda a vida e com muitos sacrifícios corre o risco de ficar sem a sua reforma ou ter reforma muito diminuta”, lamentou a líder da UNTC-CS.

Um estudo divulgado esta terça-feira, 28, revela que o crescimento das despesas do INPS tende a ultrapassar as receitas.

De acordo com a mesma fonte, o INPS gasta anualmente cerca três milhões de contos só no ramo da doença e maternidade, um aumento de 9%, enquanto as receitas crescem apenas 6%.

O Estudo sobre o Ramo de Doença e Maternidade foi elaborado pelo INPS em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), conclui que há uma tendência de o crescimento das despesas ultrapassar as receitas.

Para a presidente da comissão executiva do INPS, Orlanda Ferreira, trata-se de uma situação “preocupante” que tem vindo a “aumentar ano após ano” no ramo de doença e maternidade.

LC/CP

Inforpress/Fim

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