União de Sindicatos de São Vicente pede “clarificação urgente” sobre decisão da secretária-geral da UNTC-CS

Mindelo, 23 Abr (Inforpress) –  A União dos Sindicatos de São Vicente (USSV) posicionou-se hoje contra a decisão recente da secretária-geral da UNTC-CS, que mandou suspender “vários sindicatos” filiados com quotas em atraso, pelo que pediu uma “clarificação urgente” da situação.

Tal clarificação, segundo o membro da USSV, Júlio Fortes, em conferência de imprensa hoje, no Mindelo, passa “obrigatoriamente” pela convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional da União dos Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS).

Da mesma forma, o sindicalista lançou um apelo a todos os sindicatos filiados e que fazem parte dos órgãos actuais da UNTC-CS para tomarem uma posição “clara e urgente”, com vista a “resgatar a UNTC-CS” da situação em que se encontra actualmente.

Encontram-se, assim, suspensos os sindicatos STIF, SISCAP, STAPS e SICOTUR, numa decisão que Júlio Fortes classificou de “arbitrária” por se tratar de uma decisão que “extravasa as competências” da secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida.

“A USSV condena e denuncia, ainda, a decisão na medida em que a mesma viola, de forma flagrante, os estatutos da UNTC-CS, para além de representar uma clara usurpação dos poderes do Conselho Nacional”, sublinhou o porta-voz da USSV.

Por isso, a mesma fonte revelou que tal decisão se trata de uma “estratégia pessoal” de Joaquina Almeida, sendo o “objectivo claro” da mesma “impedir a presença e a participação” na próxima reunião do Conselho Nacional das “duas sensibilidades”, que actualmente “coexistem no seio da UNTC-CS”.

A União dos Sindicatos de São Vicente aproveitou ainda para elencar um rol de decisões e acções da secretária-geral, das quais discorda, entre elas o facto de “não funcionarem os principais órgãos da central sindical, a não eleição, desde 2017, do presidente da Mesa do Conselho Nacional, desde o falecimento do anterior presidente, e a não apresentação de contas “há mais de dois anos”.

AA/FP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos