SNETS denuncia despedimentos abusivos e corte de salários no Hospital Dr. Agostinho Neto

Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SNETS) denunciou hoje a situação que impera no Hospital Agostinho Neto quanto aos despedimentos “relâmpagos” e corte nos salários em valores superiores a 20 mil escudos.

Em declarações à imprensa, o presidente do SNETS, José Manuel Pereira Vaz, começou a sua denúncia com o despedimento de 22 funcionários do Hospital da Praia, no mês de Dezembro, o que considerou tratar-se de uma medida muito “negativa” e no tempo inapropriado para a “nossa cultura”.

Conforme aquele sindicalista, o Governo tem falado muito no aumento do emprego e nunca pronuncia sobre o “desemprego e os despedimentos”.

“Entendemos que a situação do hospital Dr. Agostinho Neto, em nada tem melhorado, porque ainda carece de equipamentos essenciais nomeadamente de imagiologia, da anestesia, precisamos de forte intervenção no bloco operatório central e de melhor tratamento aos funcionários de modo a proporcionar motivação profissional”, disse.

Nos últimos três anos, realçou, vários funcionários sofreram cortes de salários com valores superiores a 20 mil escudos, simplesmente porque são obrigados a trabalha uma hora a mais por dia, cinco horas a mais por semana e 20 a 22 horas a mais por mês, isso em relação a outras estruturas a nível nacional.

Ainda José Manuel Pereira Vaz, o Hospital da Praia é a única instituição a obrigar os técnicos de saúde, os administrativos e o pessoal auxiliar a trabalharem o horário superior às outras estruturas e o Governo “nada fala”.

Por todas estas denúncias, o presidente do SNETS afirmou que os filiados no sindicato têm motivos suficientes para abarcar a manifestação organizada pela UNTC-CS, pelo que apelou a todos a unirem-se numa só voz e num único sentido, sábado, 11, na marcha que tem como motivo reclamar os direitos negados.

Quanto aos funcionários demitidos, avançou que estes tinham um contrato de trabalho de mais de um ano e que alguns tinham estado a trabalhar há mais de três anos, pelo que não se pode considerar que alguém que trabalhou todo esse tempo tenha um contrato de prestação de serviço.

Referiu ainda que no Hospital Dr. Agostinho Neto existem vários enfermeiros que se submeteram a um concurso e que estão a trabalhar e à espera, há mais de oito meses, de serem nomeados.

Lembrou que a participação na manifestação é a primeira forma de luta e que caso não houver respostas o sindicato poderá partir por outras formas de luta.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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