SIPROFIS apela à valorização do docente e exige do Governo resolução das pendências

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) – O Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (SIPROFIS), apesar da situação provocada pela pandemia Covid-19 no país, defendeu hoje que é a hora de se “valorizar a classe” e exigiu do Governo a resolução de todas as pendências.

Na sua mensagem alusiva à data, que se assinala hoje em homenagem ao escritor e professor Baltasar Lopes da Silva, o SIPROFIS propõe ainda ao Governo a promoção automática de todos os professores em 2020, face ao novo estatuto da carreira docente, visto que não foi realizado o concurso para o efeito conforme dita o regulamento.

“A efeméride homenageia todos os professores que contribuem para o ensino de qualidade e inclusivo, sem deixar ninguém para trás. O dia é dedicado a todos aqueles que defendem e dedicam o seu dia-a-dia a levar a educação lá onde muitos pensam ser impossível”, destaca SIPROFIS.

A direcção do SIPROFIS, no seu comunicado alusivo à data, realça ainda que com a pandemia do Covid-19, os estados, governos e a sociedade, a nível mundial, estão a reconhecer o “verdadeiro papel” do professor e a importância do seu desempenho na sociedade.

Por este motivo, refere o SIPROFIS, os professores devem manter-se unidos na luta pelos direitos adquiridos ao longo dos tempos, e fazer valer a sua importância perante os governantes e a sociedade.

“Devem contribuir também para que a educação chegue a todas as crianças sem discriminação, principalmente as com Necessidades Educativas Especiais (NEE)”, defende a direcção do SIPROFIS.

Tendo em consideração a data, o SIPROFIS apela os professores, a serem soldados na linha de frente na luta pelo direito à educação de todas as crianças, jovens e adultos, para que realmente “ninguém fique para trás”.

Face a esse apelo, aproveita o sindicato para exigir dos governantes, num momento que considera crítico para o mundo, condições necessárias para o desempenho cabal da profissão.

“Perante esta situação nenhuma organização da sociedade civil que trabalha em prol da educação inclusiva, embora todos confinados em casa, não podem ficar confinados no pensamento, para não pronunciarem ou colaborarem em prol dos que mais precisam neste momento”, acrescenta.

E porque o regresso à sala de aulas não se vislumbra para tão cedo, o SIPROFIS solicita ao Ministério da Educação, a preparação de condições necessárias para que todos os professores possam ter condições iguais para poderem fazer chegar à educação a todas e todos, particularmente, as mais necessitadas e com Necessidades Educativas Especiais.

Nesse sentido, apela a que “nenhuma criança fique fora do ensino, devido às suas condições seja de qual ordem for”.

A título de conclusão o SIPROFIS saúda a todos os professores e trabalhadores da educação de Cabo Verde e os encoraja a “ficarem em casa” seguindo as orientações dos responsáveis de saúde.

O Dia do Professor cabo-verdiano celebra-se anualmente a 23 de Abril, dia do nascimento do professor Baltasar Lopes da Silva, após o Decreto n.º 25, de 21 de Abril de 1990, com a finalidade de se dignificar a função docente e de se estimular a reflexão sobre o ensino e a educação no país.

Baltasar Lopes foi docente e reitor do Liceu em Mindelo, na época colonial e destacou-se por uma notável intervenção cívica (como professor, escritor e advogado), que lhe valeu a perseguição da polícia política portuguesa (PIDE).

PC/ZS

Inforpress/Fim

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