São Vicente: UCID exorta Governo a tomar medidas consentâneas com manifestações para evitar “situações mais difíceis” (c/áudio)

Mindelo, 11 Jul (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, exortou hoje o Governo a tomar medidas apropriadas em relação às manifestações para evitar situações “mais difíceis” e que podem desembocar em violência.

António Monteiro assumiu este posicionamento durante uma conferência de imprensa hoje, no Mindelo, para abordar mais propriamente a manifestação realizada em São Vicente na  sexta-feira, 05 de Julho, pelo movimento cívico Sokols, que considera ter sido uma “manifestação cívica e de qualidade”.

Este acontecimento, o líder da UCID, representa mais um “alerta do povo” para os Governos central e local, a fim de se tomar “medidas urgentes” no sentido de se resolver os “problemas pendentes” das ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, relactivamente à questão dos transportes marítimos e aéreos, centralismo e da própria economia.

“Nós gostaríamos que o Governo central, acima de tudo este, tivesse em consideração esta forte chamada de atenção. Não gostaríamos que as coisas fossem deixadas a correr da forma como têm sido, para evitar situações mais complexas e de difícil solução”, lançou o líder partidário, para quem o Governo não pode “fazer orelhas moucas” e fingir que nada aconteceu ou simplesmente achar que as manifestações são normais”, disse.

Segundo António Monteiro, a UCID sente-se, no entanto, “confortado”, já que as exigências que o partido tem feito em local próprio, no Parlamento, estão a ter a “devida atenção e o devido tratamento”.

“Só quem não está em sintonia com os desafios e as exigências do povo de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau é o Governo”, disse, alertando para esta “dissintonia”, que considerou ser “muito grave”, na medida em que o efeito de “bola de neve” poderá criar situações de “nervosismo exacerbado” e até de violência, se se tiver em conta os exemplos vividos no estrangeiro.

Por isso, di-lo António Monteiro, a atitude do Governo deve ser de “humildade e reconhecer que há muito por fazer e que os anúncios, que vão sendo feitos sem respaldo prático, não convencem mais a população e muito menos a de São Vicente”.

Por isso, aconselhou que haja “menos anúncios e mais trabalhos concretos no terreno”, porque a UCID, por seu lado, vai continuar a fazer o seu papel de “defensor dos ideais da população e mostrar que o povo é quem mais ordena”.

“É preciso que o Governo resolva, para que não seja o povo a resolver”, disse o líder da UCID assumindo que o seu partido poderá ter mais “margem de manobra” com estes descontentamentos da população se fizer um trabalho para este efeito.

LN/FP

Inforpress/Fim

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