Sindicato protesta contra protelamento de processo de diminuição da idade da reforma dos marítimos

Mindelo, 21 Mai (Inforpress) – O Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Comunicações (Simetec), em representação da classe dos marítimos, manifestou hoje o “mais profundo repúdio” por o Governo ter adiado o processo de diminuição da idade da reforma dos marítimos.

Em conferência de imprensa, no Mindelo, o presidente do Simetec, Tomas de Aquino, indicou que na última reunião do Conselho de Concertação Social (CCS), realizada no dia 14, em que a questão foi “de novo” agendada e debatida, a conclusão, indicou, foi a de “mais um adiamento”.

“O Simetec entende que esta é mais uma manobra dilatória, apenas para ganhar tempo e não cumprir uma decisão tomada há décadas”, lançou o sindicalista, em referência a uma deliberação do CCS de 1993 que “recomendava a diminuição da idade de reforma dos marítimos”, mas que desde essa data “várias decisões” foram tomadas pelos sucessivos governos, mas “nenhuma foi aplicada na prática”.

Para o Simetec, “chegou o momento de os marítimos dizerem basta” e, enquanto representante da classe, “exige ser envolvido” no processo, indicando que os marítimos fazem parte de um grupo profissional cujas tarefas, para além de “muito duras e difíceis” são “profundamente desgastantes”, requerendo, por isso, um “tratamento especial”.

Por outro lado, tanto quanto apurou a Inforpress, a associação dos marítimos está a equacionar reunir a classe e solicitar um encontro com o ministro da Economia Marítima para ver “até que ponto o problema possa ser resolvido”.

Na conferência de imprensa foi ainda abordada uma alegada violação de direitos adquiridos dos marítimos em matéria de segurança social, tendo Tomas de Aquino solicitado ao Governo para interceder junto do Instituo Nacional de Previdência Social, afim de se poder contabilizar os descontos efectuados pelos marítimos antes de 1982.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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