São Vicente: Ministro do Mar diz esperar que mercado absorva os 100 jovens que iniciam formações ligadas à economia azul

Mindelo, 06 Nov (Inforpress) – O ministro do Mar disse hoje que espera que os 100 jovens que iniciaram cursos na área da economia azul, promovidos pela Escola do Mar, em São Vicente, sejam absorvidos pelo mercado nacional e também fora do País.

Abraão Vicente manifestou este desejo ao presidir a abertura dos cursos de marinheiro, motorista, montagem e manutenção de equipamentos mecânicos industriais, serralharia e estruturas metálicas, destinados a uma centena de formandos, dos quais quatro mulheres.

Segundo o ministro, ao mesmo tempo que estão a criar oportunidades para realizar essas formações também estão a assinar protocolos com países como Holanda, Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça e Suécia para que os jovens, querendo e tendo oportunidades, assim que decidirem mudar de país tenham o diploma adquirido em Cabo Verde com a mesma validade noutros países.

No entanto, explicou que, como governante, o objectivo é que o mercado nacional consiga absorver esses jovens.

“Esperemos que a Enapor que vos consiga absorver, que as companhias nacionais, os armadores nacionais tenham capacidades de vos absorver, que a própria Universidade Técnica do Atlântico (UTA) tenha cursos complementares para que vocês complementam a vossa formação, que a Cabnave o consiga fazer e que a investigação científica do Imar o consiga fazer”, exemplificou o ministro.

Para Abraão Vicente, as formações que se iniciaram são “cursos profissionalizantes que abrem horizontes profissionais com futuro”. O mesmo sublinhou que para cada formando o custo era 130 contos, mas conseguiram instituições que financiassem a formação e agora o custo para cada aluno é de apenas 21 mil escudos.

Para a presidente do conselho da administração da Escola do Mar, Liliane Pimenta, os jovens que estão a ser beneficiados por este projecto estão a ter “uma grande oportunidade” em relação aos que já fizeram ou a outros que venham a fazer formações na Escola do Mar porque estão a beneficiar de uma propina muito baixa.

Por sua vez, o presidente do Instituto de Engenharias e Ciências do Mar (Isecmar), António Varela, revelou que o instituto vai dar o seu contributo “quantas vezes for necessário” para a formação de motoristas e marinheiros.

Isto porque, explicou, o objectivo é proporcionar aos jovens ferramentas e formação que lhes permitam perspectivar melhor as suas vidas, as famílias e o próprio País.

Também o presidente do conselho de administração da Cabnave, Ivan Bettencourt, revelou que os estaleiros navais vão fazer no dia 22 deste mês 40 anos e que, durante esse tempo, já formou mais de 500 alunos.

Mas, acrescentou, neste momento pretende mudar de paradigma e aumentar a cifra em conjunto com a Escola do Mar.

“O centro de formação da Cabnave vai passar a ser conjuntamente com a Emar que vai ter todos os caminhos para fazer os cursos de forma regular”, informou o responsável, pedindo aos formandos que se esforcem para que possam ter a oportunidade de estágios e empregos na Cabnave porque “o nicho de mercado vai aumentar com o leque de investimentos” previstos para os estaleiros navais.

CD/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos