Ministro defende que Mindelact é uma marca da criatividade, resiliência, resistência artística e da liberdade

Mindelo, 03 Nov (Inforpress) – O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas defendeu hoje, no Mindelo, que o Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact) é uma marca de Cabo Verde, da criatividade, da resiliência, da resistência artística e da liberdade.

Abraão Vicente fez estas considerações ao presidir a abertura da 29 edição do Mindelact que vai decorrer até 11 deste mês, sob o signo da “Liberdade”, lema escolhido este ano para o festival, que também conta com mais uma extensão à cidade da Praia.

Neste sentido o ministro defendeu ser importante que o Mindelact “seja um palco em Cabo Verde para que se possam lembrar que há minorias em todo mundo que merecem igual atenção e que, lembrou, infelizmente a média convencional impede as pessoas de acompanhar com a mesma dinâmica que acompanham as guerras que são largamente difundidas pela mídia principalmente a ocidental”.

O governante também destacou o espírito de abertura do Mindelact, lembrado que o festival possibilita a apresentação de espectáculos e textos que noutras partes seriam censurados.

“Trazem textos que em outras partes do mundo não subiriam aos palcos e o público de Mindelo tem sabido receber todas as peças e todas as mensagens com mesma abertura e com muito mais do que morabeza”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, garantiu que a autarquia continuará a ser um amigo e parceiro forte do Mindelact, apesar dos momentos difíceis.
“Nós seguiremos fortemente engajados com a cultura sanvicentina porque temos a consciência de toda a movimentação trazida, à essa ilha e ao País, pelo movimento cultural aqui em São Vicente”, sustentou.

O encenador e director artístico do festival Mindelact, João Branco, lembrou que volta a Mindelo depois de ter regressado a Portugal, passados 30 anos de vivência em Cabo Verde.

O mesmo considerou ser um facto histórico a abertura da primeira licenciatura em artes cénicas em Cabo Verde, promovida pela Universidade Lusófona de Cabo Verde, e enalteceu o facto de “mais de dois terços do corpo docente dessa licenciatura poder ser nacional”, destacando que isso “é, de certa forma, o corolário do trabalho desenvolvido durante 30 anos na cidade do Mindelo”.

João Branco notou ainda que a maioria das criações que estão programadas no festival deste ano são dirigidas, escritas e interpretadas por mulheres e ainda referiu que se trata de um momento em que mais criações nacionais serão estreadas num curto espaço de tempo, graças ao projecto Tripé, desenvolvido pelo Mindelact, Projecto Chiquinho e Raiz di Polon cujo resultado será esteia de 13 criações.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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