São Vicente: Dom Ildo Fortes classifica presença no Sínodo de “experiência de fraternidade extraordinária”

Mindelo, 03 Nov (Inforpress) – O bispo da Diocese do Mindelo, Dom Ildo Fortes, considerou hoje a sua primeira presença no Sínodo 2021-2024 de “experiência de fraternidade extraordinária”, marcada por um “profundo amor” à Igreja, aos mais necessitados e frágeis.

No regresso de Roma (Itália), onde participou, durante o mês de Outubro, na primeira sessão do 30º. Sínodo sobre a sinodalidade da Igreja, comunhão, participação e missão, Dom Ildo Fortes disse que se tratou de um mês de “autêntica vivência familiar” em que a liberdade de pensamento e expressão esteve “bem presente”, com “muita transparência e verdade” e “respeito” pelo que cada um partilhou.

O Sínodo é um órgão da Igreja Católica de comunhão, participação, de discernimento e um apoio ao Papa na condução da Igreja, e neste realizado no mês de Outubro passado participaram bispos em representação de toda a Igreja espalhada pelo mundo e que terá uma segunda sessão em Outubro de 2024.

Dom Ildo Fortes participou na qualidade de delegado da Conferência Episcopal Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné-Bissau, contudo está edição, segundo o prelado, registou ainda a presença de, para além de bispos, religiosas e religiosos, sacerdotes, fiéis leigos, entre os quais mulheres e jovens, para além de delegados de outras confissões cristãs como angelicanos, luteranos, ortodoxos e metodistas, entre outros.

Dom Ildo Fortes destacou a importância dos temas tratados no Sínodo, partes integrantes da conclusão do encontro, os quais oferecem “reflexões e propostas” sobre temáticas como o papel das mulheres e dos leigos, o ministério dos bispos, o sacerdócio e o diaconato, a importância dos pobres e migrantes, a missão digital, o ecumenismo e os abusos.

“Nas 40 páginas do documento esteve presente o grito dos pobres, dos que são obrigados a migrar, dos que sofrem violência ou a consequência devastadora das mudanças climática ressoou entre nós”, destacou o prelado.

Ciente de que a realização de um Sínodo é para “provocar uma revolução profunda na Igreja”, que, no entanto, “está em curso há muito tempo”, Dom Ildo Fortes declarou que Papa Francisco deixou claro que “é preciso ser mais rápido” na transformação, que a Igreja “saia do seu conforto”, mas sem esquecer os seus fundamentos.

Agora, sintetizou o bispo, é o momento de partilhar os resultados saídos da primeira sessão do Sínodo com os padres e leigos da Igreja em Cabo Verde e “pôr em prática algumas luzes” que saíram desse órgão de comunhão, participação, de discernimento e um apoio ao Papa na condução da Igreja.

Até porque, aludiu o bispo, para progredir no seu discernimento, a Igreja “precisa absolutamente” de escutar todos, a começar pelos mais pobres, não fosse a palavra escuta, continuou, a “mais marcante” do Sínodo, no sentido de “escuta dos outros e da voz do Espírito, sobretudo”.

“O Sínodo foi vivido em espírito de amor”, concluiu Dom Ildo Fortes.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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