São Nicolau: Autarca ribeira-bravense quer criar agência para acelerar implementação dos ODS

Ribeira Brava, 01 Dez (Inforpress) – O edil ribeira-bravense defendeu o ensino e a criação de uma agência para acelerar a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no fórum “Venice City Solutions 2030”, que aconteceu entre 24 a 26 de Outubro, em Itália.

Em entrevista à Inforpress, Pedro Moraia fez um balanço de sua visita à cidade de Veneza, em que esteve a representar Cabo Verde e a partilhar sua experiência e as boas práticas locais, no âmbito da implementação do Programa das Plataformas para o Desenvolvimento Local em Cabo Verde.

O evento anual visa abordar aspectos das políticas públicas necessárias para implementação da Agenda 2030 a nível local, acreditando que o papel das autoridades locais é essencial para identificar ferramentas inovadoras, compartilhar desafios e encontrar soluções para tornar a agenda uma realidade para todos a partir do nível local.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, neste evento levou a experiência concreta da vivência de seu município e as ideias de como Cabo Verde assumiu este compromisso para implementar a Agenda 2030 e o cumprimento dos 17 ODS.

Nesta partilha, Pedro Morais pôde embeber experiências que poderão ser “transportados” para o município da Ribeira Brava para cuidar do património e das pessoas de modo a “não deixar ninguém para trás”.

Para o autarca, a conferência de Veneza serviu como uma “ferramenta essencial de cidadania” para construir cidades sustentáveis para o cidadão, procurando nele sua “maior envolvência” nos projectos, “trazendo-os para o centro”, através de diálogo e partilha de experiências, de modo a que valorizem e conservem o património que ajudaram a construir, garantindo assim sua sustentabilidade, não só para si, mas, para gerações vindouras.

Defendeu ainda a necessidade da “noção dos ODS” serem implementados nas escolas como sendo uma “agenda local” em que todos têm que “interiorizar, compreender, partilhar e ver a melhor forma de os implementar.

Questionado sobre como o seu governo local pode mobilizar as partes económicas e sociais para acelerar a implementação das ODS, o autarca ribeira-bravense disse que decidiu criar uma “agência dos ODS”.

Conforme explicou, trata-se de um espaço, que funcionará à base do “voluntariado” e de partilha, em que cada um dará um pouco do seu tempo, por sua vez, criar-se-á uma agenda que vai entrar em todas as instituições público-privadas e nas localidades, através de um diálogo “franco”, definindo a implementação dos objectivos da agenda, de acordo com o tempo estabelecido.

Para Pedro Morais, o objectivo de criar esta agência é “afastar um pouco a ideia da política partidária” que se tem noção.

“Esta política não poderá estar dentro da implementação duma agenda que é global”, por isso, advogou o voluntariado na prossecução dos objectivos da agenda 2030 para “separar as cores, as equipas partidárias e o clubismo”, observou.

Do município de Ribeira Brava para o mundo, o autarca levou ainda outro exemplo e “experiência interessante” de como as ODS têm sido divulgados e conhecidos em Cabo Verde.

Segundo o autarca, através da “Roda dos ODS”, explicou, que tem sido um espaço de partilha formado por 17 pessoas em que cada pessoa abraça um dos 17 ODS e “sente como que pode ajudar”, “criando sinergias” na prossecução desses objectivos.

Para cumprir os ODS na Ribeira Brava, o edil defendeu a “sensibilização” como sendo um primeiro passo para envolver as pessoas e destacou ainda a criação da plataforma de desenvolvimento local, que envolve várias instituições e equipas, e tem como missão apresentar projectos de impacto que atacam pelo menos três ou mais ODS de cada vez.

Aproveitou e, exemplificou o projecto piloto na localidade de Juncalinho que ataca essas vertentes como água, energia renovável, emprego e género, em simultâneo.

Para finalizar, disse que os jovens têm de aproveitar as “sinergias locais” e as “oportunidades locais” para se comprometerem com o seu município e a agenda que está projectada para o mundo em que vivem, garantindo formação e emprego local, para evitar o êxodo desenfreado.

DG/CP

Inforpress/Fim

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