São Filipe perdeu mais de 1.500 pessoas em menos de uma década, mantendo a tendência do decréscimo

São Filipe, 01 Mai (Inforpress) – O município de São Filipe perdeu em menos de uma década, mais de 1.500 pessoas e a tendência do decréscimo da sua população continua a cada ano, revela os dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

No ano de 2010, São Filipe, que hoje celebra o Dia do Município e de São Filipe, contava com 22.248 habitantes contra os 20.687 em 2018, mas, apesar desse decréscimo, o município continua sendo o mais populoso da ilha do Fogo, representando 58,7 por cento (%) da população da ilha e 3,8% da população de Cabo Verde.

Do total da sua população, a maior parte é do sexo feminino, representando 51,4% contra os 48,4% de homens e a média de idade da sua população é de 30,3 anos, sendo que quase metade dos seus habitantes estão na faixa etária dos zeros aos 24 anos, correspondente a 46,7%, seguido da faixa etária entre os 25 e 64 anos que representam a 45,4%.

A população com mais de 65 anos corresponde a oito por cento, o que significa que perto de 1.700 pessoas estão com idade superior a 65 anos.

Ao todo, o município dispõe de 5.069 agregados familiares (menos 109 em relação ao ano de 2017) com uma dimensão média de 5.3 pessoas por família, sendo que 55,5% dos agregados familiares são representados por homens e 45,5 por mulheres.

Cerca de 30% dos agregados familiares são conjugais nucleares (29.4%), perto de um quatro (23,3%) monoparentais compósitos, 19,1% conjugais compósitos, 12,7% unipessoal, 11,2% monoparentais nucleares e 4,2% casais isolados.

A taxa de ocupação da população activa (mais de 15 anos) no município é de 48,3%, segundo dados do INE, sendo que é mais elevada na camada masculina, com 59,1% e menor nas mulheres, com 38,6%.

Por sua vez, a taxa de desemprego segundo os dados é de 10,5%, mais 1,3% que no ano de 2017, sendo que é maior nas mulheres, 10,8%, e menor nos homens, com 10,2%. O desemprego jovem (15 a 24 anos) situa-se nos 27,8%, mais 14.3 pontos percentuais em relação ao ano de 2017.

Em termos de educação, a taxa de alfabetização da população com idade superior a 15 anos é de 83,2%, menos 1,6% que em relação ao ano de 2017, sendo que a taxa de alfabetização é maior nos homens, 90,1%, e menor nas mulheres, 76,9%.

Já a taxa de alfabetização na faixa etária dos 15 aos 24 anos é de 97,5%, menos 1,8% que em 2017 e é menor nos homens 95.8% e maior nas mulheres 100%.

No total, da sua população, 9,8% nunca frequentou a escola, o que talvez corresponde a população com idade superior a 65 anos e que representa oito por cento do total.

Em termos de condições de vida os dados do INE indicam que mais de 87% da população tem acesso a electricidade e casa de banho, pouco mais de 75% acesso a rede pública de abastecimento de água, perto de 60% da população usa contentores para evacuação de lixo, mais de 59% usa gás para cozinhar e apenas 36,7% contínua usar a lenha para cozinhar.

Com relação ao acesso às tecnologias de informação e comunicação, TIC, os dados indicam que mais de 78% tem Internet no alojamento, 73% acesso a televisão e 27% a televisão por assinatura, 15.5% tem telefone fixo, pouco mais de um quinto (20.3%) tem computador e 18% usa tablet.

JR/CP

Inforpress/Fim

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