Santo Antão: “Staff” de enfermagem do hospital regional João Morais ainda é insuficiente para a demanda – responsável

Ribeira Grande, 12 Mai (Inforpress) – O “staff” de enfermagem do hospital regional João Morais, de Santo Antão, continua insuficiente para satisfazer a demanda, conforme disse à Inforpress o enfermeiro-chefe daquela unidade hospitalar, Arzenildo Ramos.

“Cada vez as exigências são maiores e o trabalho aumenta”, disse Arzenildo Ramos explicando que “há turnos que deviam ser feitos por dois enfermeiros e, por falta de efectivos, são feitos por apenas um” mas, embora o pessoal reclame, o remédio é “dar a resposta necessária com o pessoal disponível”.

Segundo Arzenildo Ramos, a saída de alguns enfermeiros, por aposentação e outros motivos, ainda não foi reposta e o hospital precisa de mais 16 enfermeiros para trabalhar com normalidade, embora Arzenildo Ramos não acredite que esse número seja disponibilizado mas espera que o hospital seja dotado de, pelo menos, mais oito profissionais de enfermagem no próximo recrutamento.

“Acredito que o ministério não vai poder dar-nos todos os que necessitamos e já nos sentiríamos satisfeitos com mais oito”, disse Arzenildo Ramos adiantando que “embora se diga que Ribeira Grande tem um dos maiores rácios de enfermeiros a nível nacional, há serviços que têm de ter, no mínimo, dois enfermeiros por turno e isso não está a acontecer por falta de pessoal”.

Arzenildo Ramos está esperançoso na resolução do problema porque, conforme disse, quem está à frente do Ministério da Saúde “conhece bem a realidade do hospital regional João Morais”.

Na sua página na rede social Facebook, o ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, deu os “parabéns à classe de enfermagem”.

“Que seja a cada dia, melhor, consolidando o claro reconhecimento da sociedade pela classe, um dos pilares fundamentais do nosso sistema nacional de saúde”, diz o ministro no seu ‘post’ , adiantando: “melhor carreira, melhores salários, para breve a ordem, mais recrutamentos, melhor presença em toda a rede de estruturas de saúde, são ganhos assinaláveis nos últimos três anos” e prometendo que “muito mais está a caminho…”.

HF

Inforpress/Fim

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