Santo Antão: SLTSA e SINDAP em contactos de preparação da greve geral dos profissionais de saúde

Porto Novo, 03 Nov (Inforpress) – Dirigentes do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública (SINDAP) estão de visita às estruturas de saúde em Santo Antão para contactos com os profissionais do sector.

A visita, iniciada quinta-feira, no Porto Novo, e que prossegue hoje no Paul e na Ribeira Grande, de acordo com uma nota do SLTSA, insere-se no âmbito da preparação da greve geral dos profissionais de saúde marcada para os dias 15, 16 e 17 deste mês de Novembro.

Os contactos têm o propósito de preparar os profissionais em caso da realização da greve, designadamente sobre a questão dos serviços mínimos e montagem e coordenação de equipas da greve, “tendo o contexto da ilha”, escreve a mesma fonte.

Esta quinta-feira, as delegações dos dois sindicatos estiveram reunidas com o pessoal da Delegacia de Saúde do Porto Novo.

O pré-aviso de greve geral dos profissionais de saúde em Cabo Verde foi entregue no dia 31 de Outubro à diretora-geral do Trabalho, pelos sete sindicatos que representam profissionais do Ministério da Saúde e nas estruturas de Saúde de Santo Antão, São Vicente, Sal, Santiago, São Nicolau, Maio, Fogo e da Brava.

A greve, segundo o documento, terá início às 08:00 do dia 15 de Novembro e termina às 08:00 do dia 18 de Novembro e “afectará todos os departamentos e serviços de saúde nessas ilhas e abrange todas as classes profissionais que exercem funções nas estruturas de saúde nessas regiões.

Entre as reivindicações se destacam a revisão do salário base do PAO de acordo com a especificidade da actividade profissional, o aumento das remunerações acessórias (horas extraordinárias), a revisão da tabela salarial da carreira médica, a publicação do regulamento da carreira médica e implementação do descanso semanal para os profissionais em regime de turno.

Outras reivindicações constantes do pré-aviso de greve têm que ver com a integração dos médicos especialista na carreira, a revisão da tabela salarial da carreira de enfermagem, a regulamentação da carreira de enfermagem, a criação da carreira dos técnicos de saúde e a publicação do PCCS do Instituto Nacional de Saúde Pública, com efeito a partir de 2024.

O documento diz que os trabalhadores estão “revoltados e descontentes, face ao arrastar das pendências laborais há vários anos”, lamentando “a não assunção por parte do Ministério da Saúde de nenhum compromisso com os sindicatos no sentido de se resolver algumas das reivindicações constantes do caderno reivindicativo”.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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