Santo Antão: Parceiro estratégico para relançamento das pozolanas do Porto Novo pode vir da China

Porto Novo, 07 Abr (Inforpress) – O parceiro estratégico que o Governo e a câmara do Porto Novo têm procurado, nos últimos anos, para o relançamento da industria de pozolanas neste município de Santo Antão pode chegar da China, ainda este ano.

A Câmara Municipal do Porto Novo já admitiu essa possibilidade, tendo aproveitado a visita, esta semana, a Santo Antão do embaixador da China em Cabo Verde para promover mais uma acção diplomática, na tentativa de encontrar o parceiro estratégico para a redinamização da cimenteira, paralisada desde 2013.

De acordo com a autarquia portonovense, há “pelo menos” dois investidores, um dos quais de origem chinesa, que estão interessados em apostar na cimenteira no Porto Novo, desactivada há cerca de seis anos.

Os responsáveis municipais, que desde 2016 têm feito uma “forte acção diplomática” na tentativa de relançar a fábrica, fechada por alegadas “dificuldades financeiras”, dizem estar a par do interesse dos dois investidores, sendo o outro europeu.

As pozolanas são consideradas “um recurso estratégico” para o desenvolvimento de Santo Antão e, por isso, os autarcas da ilha têm procurado, nas suas missões, sobretudo ao estrangeiro, promover este recurso natural abundante nesta ilha, cujas reservas estimam-se em dez milhões de toneladas.

Segundo o presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, os contactos estão ainda numa fase inicial, mas há “muita esperança” em que se consiga “engajar investidores consistentes” para a indústria de pozolanas no concelho.

O Governo está na posse de “um dossiê” sobre essa indústria e já manifestou o “compromisso” de trabalhar com o município na procura do parceiro para reactivar essa unidade industrial, situada em Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo.

O estado de abandono em se encontra a fábrica tem estado a inquietar os portonovenses que, já por inúmeras vezes,  pediram aos responsáveis locais para junto do Governo encontrarem “uma saída” para esta industria cimenteira “de grande potencial” para Santo Antão.

A fábrica foi instalada em 2005 por um grupo de investidores italianos, num investimento que rondou os 500 mil contos.

Com um contrato  de concessão da exploração das reservas de pozolanas por um período de 25 anos, o grupo de investidores tinha proposto produzir 80 a 100 mil toneladas de cimento pozolânico/ano, além de derivados (telhas e outros) para o mercado nacional.

A unidade que, pouco tempo depois da sua inauguração,começaria a enfrentar dificuldades, acabou por encerrar as portas em Junho de 2013.

JM/AA

Inforpress/Fim

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