Santo Antão: Organização do “Sete Sóis, Sete Luas” enaltece 25 anos do evento, mas diz que “muita coisa” ficou por concretizar

Ribeira Grande, 06 Nov (Inforpress) – O director do Festival Sete Sóis Sete Luas (7S7L) enalteceu hoje, na Ribeira Grande, os 25 anos do evento musical que classificou como “intensos” em que “muitos sonhos foram realizados”, mas revelou também que “muita coisa” ficou por concretizar.

Em declarações à Inforpress, Marco Abbondanza disse que muito do que se pretendia com a implementação do Centrun Sete Sóis Sete Luas da Ribeira Grande ficou “aquém do esperado” devido aos constrangimentos.

É que segundo justificou, o Festival Sete Sóis Sete Luas não tem um orçamento próprio e, até agora, o Governo e outras entidades não conseguiram encontrar uma solução para este problema.

“Sentimos um pouco abandonados pelo Governo de Cabo Verde, Ministério da Cultura, União Europeia e muitas entidades. Um projecto que já mostrou o seu mérito, por todos os trabalhos feitos para internacionalizar artistas e, realmente, não estamos a ver o reconhecimento deste trabalho”, desabafou.

Segundo Marco Abbondaza, pela experiência que o projecto 7S7L tem, o mesmo deveria ter “mais atenção” dessas entidades e não estar “sempre no meio de tempestades e precariedades”.

Conforme a mesma fonte, “sem dúvidas”, o Festival Sete Sóis Sete Luas é uma “experiência inovadora” no âmbito da cultura, e merece ter um orçamento próprio para promover as suas actividades, não apenas na altura do festival, mas durante o ano inteiro.

Um grande desafio que o director do festival considerou resolver nos próximos anos, bem como almejou ver, é a banda que foi criada com os “melhores músicos” de Santo Antão a pisar outros palcos do mundo.

Para celebrar os 25 anos do Festival Sete Sóis Sete Luas, que serão assinalados na Ribeira Grande, Santo Antão, na sexta-feira e sábado, Marco Abbondanza garantiu que a programação será “diferente e especial”.

Nesta edição, artistas e bandas como Cordas do Sol, Fetén Fetén, Homero Fonseca, Julliata Cohen, Lysandra Gomes, Jéssica Rodrigues, Rubem Teixeira, Djony do Cavaco são alguns nomes que constam do cartaz.

O festival acontece em Cabo Verde desde 1998, e tem trazido a Cabo Verde um misto de ritmos e artes do mediterrâneo e do mundo lusófono, é um projecto da rede cultural integrada por 30 cidades, distribuídas por dez países (Cabo Verde, Brasil, França, Itália, Marrocos, Espanha, Eslovénia, Croácia, Roménia e Tunísia).

LFS/CP

Inforpress/Fim

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