Santo Antão: Lixeira intermunicipal transformada em campo de pastagem – operadores pedem remoção desse espaço em nome da saúde pública

Porto Novo, 12 Dez (Inforpress) – A lixeira intermunicipal de Santo Antão, situada nas imediações da Ribeira Brava, na fronteira entre Porto Novo e Paul, está a ser transformada em campo de pastagem, enquanto os operadores turísticos voltam a pedir “a remoção” desse espaço.

Os operadores turísticos e os santantonenses, em geral, já por inúmeras vezes, pediram o encerramento dessa lixeira “a bem da saúde pública e do turismo” na ilha de Santo Antão.

“Lixo voando pela estrada poluindo o nosso ambiente, sem contar com os animais que andam a pastar nesta lixeira, que está a ser um atentado à saúde pública. Aquela lixeira tem que ser removida o mais depressa possível”, disse à Inforpress um dos operadores turísticos em Santo Antão, para quem a lixeira está dar “uma má imagem” ao turismo” na ilha.

Os próprios autarcas em Santo Antão admitem que a lixeira intermunicipal, onde é depositado todo o lixo produzido nos concelhos do Paul e Ribeira Grande, afigura-se como sendo “uma das situações mais difíceis”, em termos de saneamento em Santo Antão e “um atentado ambiental”.

As autoridades sanitárias e os ambientalistas têm vindo a defender, também, o fim desta lixeira, uma “situação de urgência”, que, concorda o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, “precisa ser resolvida”.

Os municípios de Santo Antão insistem na necessidade de se construir um aterro sanitário nesta ilha, onde se produz, anualmente, quase quatro mil toneladas de lixo, cuja recolha e gestão tem sido “uma grande preocupação” para as autarquias, sobretudo do Paul e Ribeira Grande.

O Governo, segundo o qual a lixeira “não está a ser um bom cartão-de-visita” para Santo Antão, já prometeu, entretanto, numa parceria com as câmaras municipais, instalar, nesta ilha, um aterro melhorado, com vedação, maquinaria, espaços de separação do lixo e com vigilância.

O aterro sanitário está, para já, fora dos planos do Governo, que teria, de mobilizar, “no mínimo”, cinco milhões de dólares para a construção dessa infra-estrutura, segundo o ministro que responde pelo sector do ambiente, Gilberto Silva.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) tem reiterado “toda a disponibilidade” para, no quadro do plano operacional de gestão dos resíduos para esta ilha, “trabalhar” com os municípios na criação do aterro melhorado.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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