Santo Antão: Futuro aterro sanitário pode custar “no mínimo” cinco milhões de dólares – Governo

Porto Novo, 29 Ago (Inforpress) – O futuro aterro sanitário de Santo Antão custará, “no “mínimo”, cinco milhões de dólares, investimento que está fora dos planos do Governo, que, antes disso, espera, em parceria com os municípios, dotar a ilha de um aterro melhorado.

Os municípios de Santo Antão insistem na necessidade de se construir um aterro sanitário nesta ilha, onde se produz, anualmente, quase quatro mil toneladas de lixo, cuja recolha e gestão tem sido uma preocupação para as autarquias.

O Governo informou às câmaras municipais que, “para já”, esse investimento está fora dos planos do Executivo, que pretende, antes de avançar por um terreno sanitário, que pode custar, pelo menos, cinco milhões de dólares, dotar a ilha de aterro melhorado, com vedação, maquinaria, espaços de separação do lixo e com vigilância.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) manifesta “toda a disponibilidade” para, no quadro do plano operacional de gestão dos resíduos para esta ilha, que deve, ainda este ano, ser aprovado pelas assembleias municipais, “trabalhar” com os municípios santantonenses na criação do aterro melhorado.

Isso, numa altura em que as autoridades municipais nesta ilha têm sido alvo de “uma forte pressão” por parte dos ambientalistas e operadores turísticos, no sentido de encerrar a lixeira intermunicipal, nas imediações da Ribeira Brava, na fronteira entre Porto Novo e Paul, considerada já “um atentado ambiental”.

O ministro que responde pela área do Ambiente, Gilberto Silva, voltou a ser confrontado, em Julho, durante uma visita a Santo Antão, com a situação da lixeira intermunicipal, tendo reiterado o propósito do Governo em, juntamente com as câmaras municipais, mobilizar meios para a constrição do aterro melhorado, antes um aterro sanitário, dado o volume do investimento.

Os operadores turísticos consideram que “o lixo tomou conta de Santo Antão”, manifestando o desejo de ver resolvida a questão da lixeira intermunicipal antes da próxima época alta do turismo em Santo Antão, que arranca a partir de Outubro, já que esse espaço está dar “uma má imagem” à ilha.

Porém, os municípios já manifestaram o desejo de deslocalizar essa lixeira para um sítio mais adequado, mas informaram que a deslocalização dessa lixeira exige uma verba de 30 mil contos, que está fora do alcance das autarquias.

O edil do Porto Novo considera que a gestão dos resíduos em Santo Antão é “uma matéria muito actual”, sobre a qual deve-se reflectir para se encontrar as soluções que se impõem, nesta altura.

A gestão dos resíduos líquidos, também, constitui uma inquietação em Santo Antão, mais precisamente no Porto Novo, onde a rede de esgotos está saturada há quase duas décadas.

Santo Antão está em vias de receber investimentos à volta de um milhão de contos, no saneamento, com financiamento do Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (Badea), cujo arranque deve acontecer ainda este ano.

Grande parte dos investimentos acontece no município do Porto Novo, onde, de entre outros projectos, se prevê a construção de 20 quilómetros de rede de esgotos e a montagem de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR).

JM/JMV

Inforpress/Fim

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