Santo Antão: Desafios para saúde na ilha em debate durante a visita do director nacional de saúde

Porto Novo, 20 Jun (Inforpress) – O combate ao alcoolismo, considerado um problema de saúde pública em Santo Antão, constitui um dos desafios que se colocam ao sector de saúde nesta ilha, que recebe, a partir de hoje, o director nacional da saúde.

A visita de três dias de Artur Correia a Santo Antão visa, precisamente, debater com as estruturas locais os desafios da região sanitária, que já constam do plano sanitário desta região, para o período 2017/2021, que destaca a necessidade de criação, na ilha, de um centro de recuperação para doentes com problemas de alcoolismo.

O plano sanitário destaca ainda como desafios para Santo Antão a construção de infra-estruturas, designadamente os centros de saúde da Ribeira das Patas (Porto Novo) e de Coculi (Ribeira Grande), bem como a criação dos postos sanitários dos planaltos Norte e Leste.

Além de abordar com as estruturas de saúde, os desafios da saúde na ilha, Artur Correia pretende ainda conhecer os indicadores de saúde em Santo Antão que, segundo o próprio Ministério da Saúde, está entre as ilhas “com melhores indicadores” em Cabo Verde, dispondo de “rácios muito bons”, sobretudo a nível de recursos humanos.

Santo Antão dispõe, neste momento, de 23 médicos, 64 enfermeiros e 11 técnicos especialistas nas diferentes áreas (psicologia, nutrição), uma equipa, segundo avançara o ministro da saúde, Arlindo do Rosário, durante a recente visita à ilha, em Abril, “capaz de responder à exigência da saúde” nesta região sanitária.

A ilha, que recebeu, recentemente, mais duas ambulâncias (uma para o hospital regional em Ribeira Grande e outro para o centro de saúde do Porto Novo), passa a contar, ainda este ano, com dois postos de saúde, com enfermeiros residentes, nos planaltos Norte e Leste e as estruturas de saúde terão, até Dezembro, todo o seu parque de equipamentos (raio x, ecografia e outros) renovado.

A construção do centro de saúde da Ribeira das Patas deve avançar já em 2020, segundo avançou, na ocasião, o ministro da saúde.

O uso crónico do álcool no dia-a-dia e um padrão de consumo muito elevado em Santo Antão têm trazido “bastantes problemas” às estruturas de saúde na ilha, segundo os responsareis locais de saúde, para quem o alcoolismo constitui, actualmente, um dos principais desafios nesta região.

Santo Antão, segundo dados oficiais, está entre as ilhas com maior consumo da aguardente em Cabo Verde, estimado em seis litros/ano, em média, por pessoa, sendo o Paul o município onde se consome mais álcool.

De uma forma geral, cada cabo-verdiano consome, em média, 20 litros de bebidas alcoólicas por ano, sendo o grogue e derivados o mais consumido (seis litros), seguido por vinho (cinco litros) e cerveja (três litros).

JM/JMV

Inforpress/fim

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