Santo Antão: Associação dos municípios alerta para gravidade da situação da lixeira intermunicipal

Porto Novo, 15 Set (Inforpress) – A lixeira intermunicipal de Santo Antão, nas proximidades da Ribeira Brava, na fronteira entre Porto Novo e Paul, preocupa associação dos municípios, segundo a qual está-se perante “uma das situações mais difíceis”, nesta ilha, do ponto vista ambiental.

Para o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, a situação da lixeira intermunicipal, situada no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, é já “um atentado ambiental”, cuja resolução já ultrapassa a capacidade dos municípios.

As câmaras santantonenses, perante a pressão dos ambientalistas, autoridades sanitárias e dos operadores económicos, que exigem a “eliminação imediata” dessa lixeira, têm procurado, sem sucesso, devido à falta de verbas, proceder à deslocalização do espaço para um sítio adequado.

A Associação dos Municípios de Santo Antão precisa de 30 mil contos para deslocalizar essa lixeira, já também considerada um problema de saúde pública, pelas autoridades sanitárias.

Aquando do lançamento, há uma semana, do projecto de água e saneamento de Santo Antão, que ultrapassa um milhão de contos, Orlando Delgado lamentou o facto de se ter deixado “de fora situações emergenciais”, que clamam por “uma solução urgente”.

No entender desta autarca, ficou de fora, por exemplo, a lixeira intermunicipal, utilizada pelos municípios do Paul e Ribeira Grande, que se afigura entre as “situações mais difíceis”, por que passa Santo Antão em termos de saneamento.

Entretanto, o Governo admite, nos próximos anos, dotar a ilha de um “aterro melhorado”, no quadro do plano operacional de gestão dos resíduos para esta região.

Segundo o ministro que responde pelo sector do Ambiente, Gilberto Silva, várias vezes confrontado com o problema da lixeira intermunicipal de Santo Antão, o Governo, antes de um aterro sanitário, propõe construir um aterro melhorado nesta ilha, que será uma estrutura vedada, com vigilância, com maquinarias, e com espaços de separação do lixo.

Outra “situação candente” que se vive em Santo Antão tem a ver com a gestão e tratamento de resíduos líquidos no Porto Novo, município onde os esgotos estão a ser lançados ao mar, “problema ambiental grave” que, porém, ficará resolvido, dentro de três anos, no âmbito do projecto de água e saneamento, desta ilha.
A rede de esgotos, saturada há vários anos, vai ser ampliada com a construção de 12 quilómetros de rede, prevendo-se ainda a instalação de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR).
JM/JMV
Inforpress/Fim

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