Santiago Norte: PAICV diz que Governo “desvaloriza” as barragens porque não tem projectos para a agricultura (c/áudio)

Assomada, 22 Mar (Inforpress) – Os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) pelo círculo eleitoral de Santiago Norte afirmaram hoje que o Governo desvaloriza as barragens porque não tem projectos para a agricultura.

A afirmação é do porta-voz dos deputados eleitos nas listas do PAICV, José Maria Veiga, que falava à imprensa após uma visita aos municípios de São Salvador do Mundo e Santa Catarina, no interior de Santiago.

Os parlamentares do principal partido da oposição visitaram as barragens de Faveta (São Salvador do Mundo) e Saquinho e a localidade de Engenhos (Santa Catarina) para inteirar-se dos problemas que afligem o mundo rural, nomeadamente as questões inerentes à mitigação do mau ano agrícola, mobilização e distribuição de água.

“O Governo do Movimento para Democracia (MpD-poder) não precisa das barragens com ou sem água, porque não tem projecto realmente, para a agricultura. Não é possível que as barragens [Saquinho e Faveta] com água e os agricultores estarem a precisar de água para desenvolver as suas actividades e o Governo não a disponibiliza”, lamentou o deputado.

José Maria Veiga lembrou que o trabalho da mobilização de água para a agricultura se iniciou desde 1975 com reservatórios e barragens, e até com dessalinização, que aliás, fez saber o deputado, a governação do PAICV fê-la para o consumo domiciliário.

Referiu, por outro lado, que a construção das barragens tem permitido a entrada de água no solo, ajuntando que muitos poços que estavam sem água há mais de 30 anos encheram-se e os agricultores estão a produzir e a abastecer o mercado mesmo em dois anos de seca.

Por tudo isso, José Maria Veiga pediu ao Governo para dar continuidade a “grande obra”, referindo-se as barragens, ao invés de “desvalorizar” tudo aquilo que foi feito pelo executivo do PAICV.

Os deputados pediram ainda ao Governo para valorizar e dar utilidades as barragens, referindo-se à criação de infra-estruturas complementares para adução de água, e continuar a construir arretos, diques, socalcos e reservatórios, para reforçar a resiliência do país.

FM/CP

Inforpress/Fim

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