Santa Catarina: Pescadores da Ribeira da Barca exigem devolução de unidade transformadora de pescado

Assomada, 02 Nov (Inforpress) – A Associação dos Pescadores e Peixeiras da Ribeira da Barca (APPRB) pediu hoje ao ministro do Mar para cumprir a promessa de reactivar a unidade de transformação do pescado e devolvê-la aos pescadores e peixeiras da vila piscatória.

Em declarações à Inforpress, o presidente da APPRB, José Rui de Oliveira, lembrou que o antigo Centro Técnico Social (CTS) da Ribeira da Barca que deu lugar, em 2012, à Unidade de Transformação e Agregação de Valor do Pescado (UTAV), está a ser gerida pela empresa espanhola Anine, desde 2014.

“Nós queremos que a UTAV funcione, independentemente se a gestão passa a ser feita pelos pescadores ou privado”, declarou José Rui de Oliveira, que considerou que se a decisão for para exploração por um privado que seja um local, até porque “muitos já manifestaram interesse”.

Relativamente ao contrato com empresa Anine, afirmou que os pescadores não querem que o mesmo seja renovado, tendo em conta que assim como a comunidade, nunca beneficiaram com a instalação da UTAV inaugurada em 2012, mas que só entrou em funcionamento no mês de Abril de 2014.

Os pescadores e peixeiras, segundo o líder associativo, que são maiores beneficiários da UTAV, fazem “balanço negativo” da gestão da Anine e que nunca tiveram acesso ao gelo, ao congelamento e nem ao lucro da exportação ali feita por algum tempo.

Perante tudo isso, José Rui de Oliveira pediu ao ministro do Mar, Abraão Vicente, para cumprir com a promessa de reactivar a UTAV e devolvê-la aos homens e mulheres do mar da Ribeira da Barca.

Conforme lembrou, a 11 de Fevereiro de 2022 o titular da pasta do Mar encontrou-se com os pescadores e peixeira dessa vila piscatória do município de Santa Catrina (Santiago) em que assegurou que o Governo se compromete a reactivar a UTAV e devolvê-la aos pescadores e peixeiras dessa vila piscatória.

“O nosso compromisso é reactivar a UTAV”, declarou na altura Abraão Vicente, que se comprometeu ainda em analisar o contrato de gestão entre o Governo e a empresa espanhola Anine, que gere esta unidade desde 2014, visando revogá-la e devolver o espaço à população.

FM/AA

Inforpress/Fim

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