Sal: Filhos de Sabino Évora lançam “Liginha meu Anjo” obra do autor falecido há oito anos

Espargos, 24 Set (Inforpress) – Os filhos de Sabino Évora, autor do livro intitulado “Liginha meu Anjo”, falecido há oito anos, apresentaram a obra quinta-feira, 23, um legado “precioso” deixado à família, comunidade cristã e à literatura cabo-verdiana.

A apresentação do livro “Liginha meu Anjo”, obra dedicada à filha primogénita, Lígia Évora, que em 1999 proporcionara ao pai Sabino Évora uma viagem a Israel, país de sonho do autor, foi considerado um momento “ímpar, especial”, cujo legado é tido como “uma herança preciosa”.   

O Salão Nobre dos Paços do Concelho estava cheio de salenses para testemunhar o lançamento dta obra, escrita, segundo notas do livro, com “lágrimas, risos e gargalhadas” do autor, durante “longas madrugadas salenses”.

Se o senhor Sabino estivesse vivo completaria nesse dia, 23 de Setembro, 93 anos.

Depois de um momento musical proporcionado pela dupla de filhos, Moisés Évora, ao teclado, e Djila Évora, no acordeão, chega o momento de Benamir Évora, o filho mais novo, fazer a apresentação da obra, mas também das coincidências e curiosidades, espicaçando nas pessoas, nos leitores, a vontade de descobrir muito mais sobre esta narrativa de Sabino Évora, que se soma a outras como “Lombianinho”, “Fernandinho” , “Djalunguinha”, e “Eu sou cabo-verdiano”.  

Uma das coincidências é que Sabino Évora viajou para Israel no dia 10 de Julho de 1999, tendo também falecido a 10 de Julho, só que no ano de 2013.

O autor de “Liginha meu Anjo”, já falecido, esteve representado pela família liderada pela viúva, Rosinha, filhos, noras, netos e bisnetos.

Benamir destacou o facto de o pai ter adoptado um ciclo de vida diferente, isto é, “nascer, crescer, reproduzir, conhecer Israel e depois morrer”.

“Esta narrativa é uma odisseia. Sabino Évora não era dado a viagens. Israel foi o seu primeiro trajecto internacional. Este livro conta histórias fantásticas, passados pelos pontos históricos de Israel, acoplados a referências bíblicas”, explicou.

“Lendo o livro, fica-se a sensação de que Sabino Évora já tinha lá estado de alguma forma”, comentou Benamir, referindo que a obra reflecte um Sabino fascinado por ter realizado um sonho.

Para Lígia Évora, a quem a obra é dedicada, “vale a pena ler o livro” de 143 páginas, porque mais do que um diário ou narrativa de viagem é “uma história de amor e ternura”.

Em Israel, pai e filha, isto é, Sabino e Lígia, visitaram todos os lugares por onde Jesus passou, desde o mar da Galileia, Jerusalém, aquela cidade celestial, o Jordão onde Jesus baptizou, Cafarnaum, Telavive, o Cenáculo, o Palácio de David, entre outros lugares marcantes, que para Lígia Évora foi um reviver uma história passada na terra de Jesus.

“Sinto-me privilegiada por ter tido o pai que eu tive. Nós vivemos intensamente essa experiência, esta viagem a Israel, uma viagem de sonho dele. Este livro é uma herança, uma dádiva preciosa… um testemunho”, enfatizou, acrescentando que “Liginha meu Anjo” é um livro pedagógico, de inspiração e com muita informação.

Há ainda mais dois livros do autor a serem publicados, edição póstuma, um deles intitulado “Meu pai o dono do mundo e dos Céus” e um outro que fala sobre a ilha da Boa Vista, o “Alvoninho”.  

SC/AA

Inforpress/Fim

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