REPORTAGEM: Jussara Letícia, a criança que precisa de ajuda para combater problemas de saúde

*** Por Hélio Robalo, da Agência Inforpress ***

Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) – Jussara Letícia é uma criança de seis anos, que enfrenta sérios problemas de saúde, desconhecidos pelos médicos, mas que não tira a esperança da mãe em ver sua filha ter uma vida saudável.

É assim que ­descreveu à Inforpress, Ivanilda Furtado, que reside na Achadinha, Cidade da Praia, e que vive com o trauma de ver a filha, há seis anos, enfrentando problemas de saúde, sem qualquer indicação do tipo de tratamento que poderá melhorar a sua condição.

Jussara Letícia, a caminho dos sete anos, que completa no mês de Setembro, como qualquer outra criança, cheia de vida, alegre, mas, entretanto, desde dos primeiros 19 dias de vida, após ter contraído a febre meningite, não conseguiu mais se desenvolver “como qualquer outra criança”.

Foram longos anos, sem falar, sem andar, apenas com o sorriso no rosto. Em 2017 começou a ter convulsões e, consequentemente, várias consultas para diagnosticar quais eram os motivos dos sintomas da doença.

Conforme a mãe, os médicos desconhecem o estado da Jussara, tendo ela muitas vezes ficado no hospital em observação, mas o resultado sempre era o mesmo, “nada consta”.

“Quando ela se sente mal, levo-lhe para o hospital, colocam-na em observação, mas depois dizem que ela não tem nada. Isso é angustiante”, explica a mãe.

A criança nos últimos meses, deu os primeiros passos, mas com muita dificuldade, sendo que na maioria das vezes apoia-se na parede ou qualquer outro suporte que facilite a deslocação da mesma.

Neste processo, as convulsões começaram a atacar a menina provocando quedas, que, consequentemente, causam ferimentos e hematomas no corpo.

“A criança, de repente tem ataques e fica no chão a ter convulsões, muitas vezes quando ela está deitada sente-se mal, a única coisa que coloco é perfume e sal. Não sei mais o que fazer”, lamenta Ivanilda Furtado.

“A maior angustia” é o tempo de duração das convulsões, que regularmente se prolongam por largos minutos e, “raras vezes é ligeiro”.

Jussara encontra-se matriculada num jardim infantil, mas com essa idade poderia ter ido frequentar uma escola de ensino primário, situação que não aconteceu devido a condição da criança.

A mãe que é empregada doméstica numa residência familiar em Terra Branca, não tem condições financeiras para custear as despesas de tratamento.

O drama de Jussara começou a ser partilhado nas redes sociais nos últimos dias, o que tem mobilizado muita gente em apoiar a menina, contribuindo com valores monetários.

É que segundo a mãe, o objectivo é lavá-la para Dakar, Senegal, onde há já pessoas disponíveis para orientações e acompanhamento no processo de recuperação de Jussara.

Os vizinhos e amigos da família, porta a porta têm solicitado contribuições, na tentativa de recolher meios financeiros para ajuda-la, um esforço que tem dado frutos, “mas que ainda não é suficiente”.

“Neste momento estamos a pedir, já recebemos algumas, mas queremos ir, quero ver minha filha a andar, a sorrir e a brincar como qualquer outra criança, pois tenho esperança que isso irá acontecer”, confessou.

Jussara Letícia, segundo a mãe, tem forças para conseguir ultrapassar essa fase, mas, para isso, urge diagnosticar os problemas que a tem afectado, o mais rápido possível, tendo em conta que “o maior bem da vida é a saúde”.

HR/CP

Inforpress/Fim

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