Psicoterapeuta recomenda prescrição de medicamentos aos pacientes após triagem “mais aprofundada”

Cidade da Praia, 24 Nov (Inforpress) – O cientista da saúde, clínico e psicoterapeuta Felisberto Veiga recomendou hoje aos profissionais de saúde que as prescrições de medicamentos aos pacientes devem ser administradas após uma triagem “mais aprofundada” da patologia.

Felisberto Veiga, filhos de pais cabo-verdianos, que labora nesta área há 30 anos nos Países Baixos, falava à Inforpress, à margem da abertura do segundo dia do Congresso Internacional de Saúde Mental em Cabo Verde, que decorre até hoje, na Cidade da Praia, com o lema “A transversalidade do impacto da saúde mental”.

Segundo este cientista, que fez abertura do congresso com uma aula magna sobre o impacto da farmacoterapia na saúde mental, um congresso é “fundamental” na sociedade em que se vive actualmente, “com vários desafios”, em que a saúde mental está a ser afectada ultimamente, sobretudo com várias crises que assolam o mundo.

Disse que a doença mental tem a ver com factores internos, que vem da parte genética, ou seja, o factor que mostra parte vulnerável da pessoa.

Neste aspecto, o psicoterapeuta avançou que a farmacoterapia tem um papel de “grande influência” no uso adequado e ideal dos medicamentos na prevenção e tratamento das doenças, a partir do acompanhamento e cuidado de cada paciente.

Felisberto Veiga assegurou que é possível acompanhar as reações de cada paciente e enviá-lo para o especialista certo.

Para este cientista, a farmacoterapia tem que ver como ajustar os sintomas e saber como ajudar aquela pessoa e ver também as causas dos sintomas.

Neste aspecto recomendou uma triagem e a observância dos factores que têm a ver com bio-psicossocial, assim como, o contexto situacional.

“Não é somente a parte biológica e fisiológica, dando remédio”, precisou, afirmando que isto é uma “esperança falsa” para um paciente.

“Uma pessoa pode aparecer doente fisicamente e um médico lhe receitar um remédio, mas este mesmo paciente pode estar psicologicamente abalada pelo facto de perder um pai, mãe ou tio” reforçou, assegurando que é preciso ver bem a patologia para enviá-lo para o especialista certo.

Felisberto Veiga sintetizou que é preciso que os profissionais estejam sempre atentos nos quatro pilares fundamentais na área da saúde, que são a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o pós-tratamento.

DG/AA

Inforpress/Fim

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