Protecção Civil: Cabo Verde poderá ter um centro de excelência para acções de formação e treino

Cidade da Praia, 12 Nov (Inforpress) – Cabo Verde poderá ter um centro de excelência para acções de formação e treino a nível da prevenção e resposta à emergência que servirá também aos países da região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Estas são, entre outras recomendações apresentadas hoje, na cidade da Praia, pelo Banco Mundial, durante o workshop dos resultados do diagnóstico ao sistema de prevenção e resposta à emergência em Cabo Verde realizado pelo Banco Mundial, promovido pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) e o Grupo Banco Mundial.

O estudo realizado em Junho que contou com a participação de mais de 50 organizações de cinco ilhas, concluiu que o quadro legislativo para este sector é incompleto, o fundo de emergência necessita de um mecanismo que garanta a sua expedita operacionalização e que as organizações trabalhem activamente na partilha de informação antes e depois da ocorrência dos desastres.

Por outro lado, constatou-se que os equipamentos de primeira resposta são insuficientes, ausência de interpretação comum dos principais riscos para o país, o que resulta numa falta de foco nas capacidades de preparação e respostas e os centros de operações de emergência necessitam de ser desenvolvidos para fortalecer a estrutura de coordenação.

Na ocasião, o presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Reinaldo Rodrigues, não precisou uma data para a implementação do centro, mas assegurou que a ideia foi muito bem acolhida pelo país, uma vez que irá promover e possibilitar ao serviço nacional adquirir maturidade em termos de gestão e respostas e emergência.

Segundo este responsável, o centro de excelência para acções de formações e treino vai servir os profissionais nacionais, mas também da região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, demais países africanos e irá trazer muitos benefícios ao país no domínio de financiamento do próprio sistema de preparação nacional de preparação e respostas e emergência.

Reinaldo Rodrigues disse que o estudo trouxe conclusões “muito interessantes”, sendo que algumas já são do conhecimento da instituição e teve como foco os equipamentos, quadro legal da instituição, instalações, trocas de informações e formação dos profissionais que tenham responsabilidades nos casos de emergência.

Revelou, que os próximos passos passam pela implementação das recomendações e do plano de investimento.

Por seu turno, a representante do Banco Mundial, Rossella Della Mónica, avançou que estão a trabalhar e apoiar o Governo de Cabo Verde através de estratégias de redução de riscos de desastres, mas também na criação de fundo nacional de emergência.

A avaliado em 10 milhões de dólares, o Development Police Operation with a Catastrophe Deferred Option (Cat-DDO) é um fundo em que Cabo Verde pode ter acesso depois de declarar situação de calamidade no país.

O workshop foi organizado pela equipa de Gestão de Riscos de Desastres do Banco Mundial (DRM), da região africana, em parceria com o Governo de Cabo Verde.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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