Projecto REFLOR-CV: Comité de Pilotagem reunido para avaliar medidas implementadas

Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) – O Comité de Pilotagem do projecto REFLOR-CV reuniu-se hoje, na Praia, para avaliar as medidas implementadas e aprovar novas acções e actividades para melhorar a gestão florestal em Cabo Verde, avançou hoje o ministro da Agricultura e Ambiente.

O projecto de “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência do sector florestal em Cabo Verde- REFLOR-CV, liderado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, conta com o financiamento da União Europeia e é executado pelo Organização das Nações Unidas para à Alimentação e Agricultura (FAO).

Iniciado em 2017, o projecto visa aumentar a resiliência e reforçar a capacidade de adaptação para enfrentar os riscos adicionais colocados pelas mudanças climáticas, à desertificação e à degradação das terras em Cabo Verde, apoiando assim na redução da pobreza, o crescimento económico e a sustentabilidade ambiental.

Para Gilberto Silva, trata-se de um projecto “muito útil”, que terá impacto “muito forte” na implementação do plano estratégico de desenvolvimento sustentável e da acção climática em Cabo Verde, sendo que tem actuado com acções muito concretas a nível dos povoamentos florestais junto das escolas e comunidades com a qual tem trabalhado.

Segundo o governante, a ideia é tornar as florestas muito mais resilientes com capacidade de fazer face aos choques climáticos, e isso implica não só acção em si a nível dos povoamentos florestais com espécies muito mais resilientes e muito mais adaptadas ao clima, mas acima de tudo ter as comunidades e instituições com maior capacidade de intervenção.

A nível das instituições, assegurou que serão aprovados um conjunto de instrumentos que permitam melhorar a gestão florestal em Cabo Verde.

Avançou que foi feito um conjunto de actividades de capacitação, de criação de instrumentos de gestão, novas abordagens e comunicação para melhor sensibilizar a sociedade para a causa florestal no país.

Por seu turno, a representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde, Ana Touza, disse que apesar dos desafios encontrados a nível dos recursos humanos neste sector, os objectivos serão alcançados.

A responsável afirmou que nos primeiros dois anos do projecto tiveram dificuldades em encontrar profissionais cabo-verdianos do sector florestal, constrangimento esse que causou algum atraso na implementação do projecto, mas nada que impeça com que a meta seja atingida.

Para a representante da FAO, as florestas em Cabo Verde têm um papel “muito específico”, tem muito a ver com a condição insular do país, daí a necessidade das comunidades conhecerem o seu contexto para cuidarem e serem os responsáveis pelo manuseamento, administração e gestão das mesmas.

“A nível das intervenções, temos protocolos de acordos com várias associações que estão a gerir a floresta, mais de 500 hectares com trabalho de reflorestação e melhoramento nas ilhas de Santiago, Fogo e Boa Vista e formações sobre produção de árvores para conhecerem a floresta e o papel que a mesma desempenha em condições de mudança climática”, sublinhou.

O projecto que termina em 2021 visa ainda promover a gestão participativa das florestas para se adaptar à desertificação induzida pelas mudanças climáticas e criar resiliência das comunidades alvo, nas ilhas de Santiago, Fogo e Boa Vista.

AV/ZS

Inforpress/FIm

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