Professores munem-se de ferramentas que lhes permitam melhores práticas educativas dentro da sala de aula (c/áudio)

Espargos, 25 Mar. (Inforpress) – Os professores do ensino básico, no Sal, vão estar munidos de ferramentas que lhes permitirão melhores práticas educativas na sala de aula, mediante formação que teve início hoje, em domínios da “Diferenciação pedagógica” e “Modelo de avaliação formativa”.

Esta acção de formação, envolvendo um grupo de 150 professores e coordenadores, locais, levado a cabo a nível nacional, está enquadrada dentro do plano nacional de formação aos professores, delineado pela Direcção Nacional de Educação (DNE).

Na ilha do Sal, a formação que acontece durante a interrupção lectiva do 2º trimestre irá ser desenvolvida em dois momentos, sendo o primeiro de 25 a 29 deste mês, para docentes do 1º ciclo, enquanto o segundo momento decorrerá de 01 a 05 de Abril, com professores do 5º e 6º anos de escolaridade, sob a orientação da consultora Sílvia Cardoso.

Paralelamente, ainda vai ter lugar dois workshops, para os professores do 3º, 4º – Monodocência -, e 7º e 8º ano em Educação Artística (EA), na Escola Secundária Olavo Moniz (EBSOM), sobre a Importância do ensino da educação artística, poluição luminosa e efeitos na mudança climática.

A formadora Sílvia Cardoso explicou, em declarações à Inforpress, que a associação desses dois módulos, ou seja, “Diferenciação pedagógica” e “Modelo de avaliação formativa”, faz todo o sentido já que uma coisa é consequência directa da outra.

“Esta formação resulta da identificação de uma série de necessidades que os professores têm de adequação da sua prática pedagógica às necessidades actuais do sistema educativo. Ou seja, os alunos, o sistema, o mundo mudaram, as formas de aprender também mudaram (…), mas continuamos um pouco na mesma”, observou.

Daí, conforme sublinhou, a necessidade de adequação dos métodos, das práticas, o uso de metodologias mais interactivas, funcionais e mais de acordo aos perfis de aprendizagem do novo público, que são os alunos.

“Requer efectivamente uma mudança de práticas, e essa mudança de práticas envolve uma série de questões técnicas que, provavelmente, muitos professores ainda não experimentaram”, apontou, referindo, nesta medida, que é preciso trabalhar com os docentes, mostrar-lhes outras possibilidades de trabalho, de modo a que possam ir mais de encontro às necessidades educativas e aos interesses das crianças de hoje, do agora.

A delegada da Educação, local, Márcia Graça, por sua vez, destacando a importância desta acção de formação que visa o melhoramento da prática pedagógica dos docentes, diz acreditar que o saber científico “forte” aliado ao saber fazer, possibilitará uma prática educativa de “grande qualidade”.

“E quem sairá a ganhar são os nossos alunos, o foco de toda a nossa prática educativa. Então, devemos ver essa formação como uma aposta e um reconhecimento na capacidade intelectual da docência do concelho, em específico”, disse.

“Pois, quando exigimos um trabalho de qualidade, também devemos fazer com que os professores tenham todas as ferramentas para que possam, efectivamente, produzir essa qualidade que se pretende”, sublinhou a responsável da educação local.

Márcia Graça conclui almejando que a formação seja produtiva, “muito” criativa e que dali saiam elementos “suficientes” para que “todos” possam colocá-los em prática, no dia-a-dia, nas salas de aula.

SC/ZS

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos