Professores dão duas semanas ao Governo para publicar memorando de entendimento sobre as suas reivindicações

Cidade da Praia, 31 Out (Inforpress) – O Governo tem prazo de duas semanas para publicar o memorando de entendimento com os docentes sobre as reivindicações da classe, sob pena de uma greve geral dos professores.

A ameaça foi assumida hoje pelo representante dos professores no encontro de hoje com Ministério da Educação, David Nunes, que esteve ladeado por responsáveis sindicais do Siprofis e Sindprof.

“Dos assuntos abordados neste encontro com o ministro houve uma boa aceitação por parte dele e esperamos que essas reivindicações realmente venham a ser atendidas, caso contrário já está prevista uma greve, dependendo da saída do memorando de entendimento que estamos à espera e penso que, no máximo, dentro de duas semanas, pode sair”, afirmou.

Neste encontro, segundo este porta-voz dos professores, foram abordadas reivindicações da classe que vão desde do aumento salarial até a revisão do estatuto, não só da classe docente, mas também da classe dos monitores, entre outros assuntos.

David Nunes assegurou que o ministro se mostrou “bastante aberto” às reivindicações e disponível a levar todas as preocupações desta classe ao Governo, para serem analisadas.

O representante dos professores disse esperar que ainda este ano os docentes sejam contemplados com aumento salarial.

“Fizemos uma proposta, no quadro da revisão da grelha salarial e esperamos para este ano ter um aumento significativo de 35%. Esta é a proposta por parte da classe docente”, vincou, esperando que ainda este ano também venham a ter um aumento ordinário no âmbito da função pública.

O representante dos professores diz acreditar que haverá uma abertura por parte do Governo para um “aumento salarial” desta classe, tanto do quadro especial como do quadro comum.

Neste especto, a mesma fonte ameaçou que se não foram atendidas estas reivindicações vão avançar para a greve, explicando que a classe está “bastante desmotivada e descontente”, uma vez que está há vários anos sem nenhum aumento.

“A classe está bloqueada e tem sofrido constantemente com a perda de poder de compra que vem agravando dia a dia”, manifestou.

Por seu lado, o ministro da Educação, Amadeu Cruz, saudou o encontro com o grupo que representa os professores, frisando que o momento serviu para ouvir de “viva voz” essas reivindicações.

“Na prática, são reivindicações que já tínhamos abordado com os sindicatos. Vamos seguir aquilo que vinha de trás, aprimorando um pouco para acolher as sugestões do grupo de professores. E, portanto, nós vamos elaborar um memorando sobre o encontro e será partilhado para podermos trabalhar em sintonia”, disse.

Neste particular, sublinhou que os professores que ainda estão por reclassificar, vão ser reclassificados, sobretudo os que obtiveram o grau de licenciatura em 2020, 2021 e 2022.

O governante avançou que estas listas serão publicadas ainda no quadro do orçamento de 2023, em que a conclusão do processo da correção das distorções destas pendências vai ser contemplada no Orçamento de 2024.

“Esperamos resolver até final do primeiro semestre de 2024 todas essas pendências e acertarmos isto com os sindicatos e com um grupo de professores”, afirmou, sublinhando que a intenção é ter a revisão do Estatuto da Carreira Docente concluída até Maio de 2024.

Relativamente ao aumento ordinário de 3% do salário dos professores, Amadeu Cruz lembrou que a questão já tinha abordada com outros sindicatos e que se fez nenhuma proposta ao grupo, porque, segundo explicou, o Orçamento do Estado para 2024 não contempla o aumento da taxa das categorias de professores, ou seja, dos funcionários abrangidos por carreiras especiais.

DG/JMV
Inforpress/Fim

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