Primeiro-ministro diz ser importante que se faça uma “acção massiva” da divulgação dos ODS (c/áudio)

Calheta, São Miguel, 01 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro considerou hoje importante que se faça uma acção massiva de divulgação para o conhecimento dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), acreditando que se as pessoas os conhecer vão se comprometer e participar na sua implementação.

Ulisses Correia e Silva fez estas declarações hoje em São Miguel (ilha de Santiago), durante o seu discurso no acto de abertura oficial da primeiro edição do festival SDG to youth (Objectivos do Desenvolvimento Sustentável para a Juventude), que decorre até o dia 08, na presença dos presidentes da AIESECS, Igor Espanhol e da Câmara de São Miguel, Herménio Fernandes.

“O primeiro trabalho é divulgar ao máximo os ODS, explicar as pessoas o que eles [ODS] são, fazê-las se comprometer para que possam participar na implementação desta matéria tão importante”, lançou o governante.

O chefe do Governo lembrou que os ODS são 17 e em diversas áreas, cuja sua implementação está aprazada no horizonte 2030, em que todos os países têm que adoptar e assumir um conjunto de metas, que se traduzem em criar um mundo melhor, mais sustentável e com melhores condições de vida para pessoas e criar futuro para a juventude.

Ulisses Correia e Silva explicou que os ODS têm uma dimensão que envolve o mundo em si, como por exemplo as questões das alterações climáticas e a dimensão do próprio país, daí, ajuntou, a necessidade de se definir metas para o crescimento económico, redução da pobreza, melhoria de condições de educação, sustentabilidade do ambiente e economia de cada país.

“Por isso, o envolvimento de cada país é importante e nós adoptamos os ODS de forma territorializado. Quer dizer que esses objectivos e metas desde crescimento económico, a redução da pobreza, a melhoria de condições de educação, melhoria de acesso à saúde, para gestão sustentável do ambiente, são também elevados a nível municipal. E isso vai permitir que no país, cada ilha e município tenham os seus ODS, mobilizando os cidadãos para a sua implementação”, vincou.

“O horizonte dos ODS é 2030 a nível mundial e tem um horizonte mais alargado para os países da África para 2063, mas nós fixamos 2030, onde muitas coisas podem acontecer em termos de mudança. Desde que acreditemos que isso seja possível e desde que façamos que isso aconteça”, revelou Ulisses Correia e Silva.

No seu entender, para que Cabo Verde atinja os ODS, há a necessidade de se introduzir alterações a um conjunto de políticas “importantes”, que passam pela equidade de género, juventude e mundo rural.

Por sua vez, o gestor do projecto, Igor Espanhol, disse que o evento, cujo pontapé de saída foi dado hoje em São Miguel, com o tema “igualdade de género” e reuniu jovens e líderes associativos desse município do interior de Santiago, tem como objectivo “inspirar” a juventude e a sociedade civil “como um todo” na Agenda 2030, visando muni-las de conhecimentos sobre os ODS para que possam agir de forma activa para que o país, neste caso Cabo Verde, possa alcançar a Agenda 2030.

Durante os oito dias vão ser desenvolvidas várias actividades, desde feiras gastronómicas, worshps, debates sobre temas dos ODS, actividades desportivas que culminam no dia 08, com a “maior aula do mundo” sobre os ODS, a decorrer, simultaneamente, na Cidade da
Para, Sal e São Vicente, em várias escolas.

A Associação Internacional de Ciências Económicas e Comerciais (AIESEC) é uma organização presente em 126 países e que tem como objectivo a promoção da liderança juvenil.


FM/JMV

Inforpress/Fim

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