Primeiro-ministro diz que desenvolvimento do capital humano é decisivo para o aumento da produtividade do país

Cidade da Praia, 22 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correria e Silva afirmou que a aposta no desenvolvimento do capital humano é decisiva para o aumento da produtividade do país.

O chefe do executivo fez essas considerações quando discursava esta quinta-feira no acto de lançamento do Projecto de Reforço de Educação e de Desenvolvimento de Competências (PREDC) em parceria com o Banco Mundial.

Financiado em cerca de 10 milhões de dólares, o PREDC tem, segundo o Governo de Cabo Verde, o objectivo fortalecer as habilidades fundamentais na educação e melhorar a relevância dos programas de formação para o plano de desenvolvimento estratégico do beneficiário.

O projecto apoiará, segundo a mesma fonte, a reforma do Governo na educação básica através do reforço da qualidade, incluindo um currículo melhor adaptado e modernizado, melhor alinhamento do currículo e áticas de ensino com resultados de aprendizagem esperados e maior autonomia para os actores locais permitindo que eles ajustem os serviços educacionais às necessidades específicas da comunidade educativa e das crianças atendidas.

Na mesma linha, acrescentou que o Governo auxiliará numa maior relevância os programas de formação para as necessidades da economia cabo-verdiana, tendo em conta as prioridades estratégicas do país e contribuindo, em particular, através do desenvolvimento das Plataformas Turísticas e Digitais planeadas no âmbito do PEDS, através da reestruturação do Fundo de Promoção do Emprego e da Formação (FPEF).

Para Ulisses Correia e Silva, este projecto é o resultado de uma “opção” do Governo de Cabo Verde, suportado pelo Banco Mundial, de concentrar os financiamentos, programas e projectos em sectores fundamentais estratégicos para o desenvolvimento do país.

“No desenvolvimento de competências e do capital humano, estamos a falar de educação, da formação profissional, do conhecimento, da inovação, da tecnologia, que são, de facto, os factores transformadores da sociedade e da economia e, por isso, congratulamos também com essa sintonia de visão do Governo de Cabo Verde com o Banco Mundial, para além das infra-estruturas em que temos que investir”, acrescentou.

Segundo defendeu o primeiro-ministro, a transformação dos países faz-se, essencialmente, com pessoas qualificadas e com condições de poderem desenvolver todo o seu potencial, uma estratégia que, realçou, “vai ser cada vez mais reforçada”.

“Aqui fizemos e temos estado a fazer um bom casamento de perceção e de apreciação com o Banco Mundial. Este projecto, especificamente, dirige-se essencialmente aos jovens, através da educação acessível e de qualidade, com especial enfoque no ensino básico”, pontuou.

Tudo isto servirá, de acordo com o chefe do Governo, para fazer a mudança, desde cedo, no perfil que se quer para os jovens.

Ulisses Correia e Silva falou ainda na mudança ao nível da criação de condições para que também os professores possam ter competências adequadas para o novo perfil almejado, acompanhado da redução do abandono escolar e do aumento do sucesso escolar.

O âmbito do referido programa, garantiu que há uma componente “muito forte” da educação, virada para o ensino básico, a formação profissional e empregabilidade.

“Para além daquilo que está previsto no Orçamento do Estado para 2019, que aprovamos recentemente, subsidiação beneficiando cerca de 5 mil jovens, este programa, nos próximos quatro anos, vai permitir também a criação de condições para atribuição de bolsas de estudo e subsidiação de mais dois mil jovens, aumentando a nossa capacidade de intervenção nesta área”, assegurou.

Também se prevê, ajuntou, através deste programa, poder financiar o projecto Cabo Verde Bolsa Global, que foi concebido para dotar os jovens profissionais de competências “mais elevadas”, entrando em contacto “com aquilo que se faz de melhor no mundo” a nível da academia, de centros de conhecimento de competências e de empresas “altamente referenciadas”.

“Precisamos, não só de desenvolver aquilo que fazemos em Cabo Verde, conhecer aquilo que se faz de melhor lá fora, entrarmos em ecossistemas muito mais avançadas, o que cria, de facto, competências adicionais e criar condições depois de utilizarmos essas competências em prol do desenvolvimento de Cabo Verde”, acrescentou.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro falou ainda no empreendedorismo que, conforme disse, é “também uma das actividades importantes previstas” no âmbito do Projecto de Reforço de Educação e de Desenvolvimento de Competências, tendo realçado, particularmente, as micro, pequenas e médias empresas, bem como “uma aposta forte em start ups” para se poder “criar um conjunto de leque de soluções”.

“Não queremos formar os nossos jovens para serem apenas empregados por conta de outrem (…) mas serem empreendedores, poderem criar eles mesmos aquilo que querem desenvolver no futuro. Por isso esse apoio ao empreendedorismo é muito importante”, acrescentou.

Já em jeito de conclusão, Ulisses Correia e Silva disse esperar que este projecto tenha “forte impacto” na melhoria da qualidade do ensino básico, no desenvolvimento de competências, orientadas para sectores mais dinâmicos da economia, como o turismo e as tecnologias de informação e comunicação, onde, conforme referiu, Cabo Verde tem um campo “muito grande” de possessibilidade de intervenção.

GSF/FP

Inforpress/Fim

 

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