Primeira colecção do projecto Renda Brava será lançada no São João 2022 (c/áudio)

Mindelo, 10 Set (Inforpress) – O director do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), Irlando Ferreira, disse hoje que a primeira colecção do projecto Renda Brava, que terá o nome de Nova Sintra, será lançada nas festividades de São João, em 2022.

Irlando Ferreira, que falava à Inforpress durante uma visita ao projecto feito por mulheres, disse que elas já dominam a técnica e conseguem fazer a Renda Brava “com perfeição”, pelo que vão agora entrar na fase de produção e preparar para lançar a marca oficialmente ao público.

Segundo a mesma fonte, a renda é um dos produtos artesanais mais característicos da ilha Brava e por isso tem vários valores associados, explicando que o valor fundamental é o facto de existir uma comunidade de rendeiras na Brava que abraçou o projecto e esforçou-se para conseguir dar o resultado que é necessário.

“Esse é o primeiro grupo e o objectivo é alargar para daqui há 20 anos o projecto esteja a existir. Tem que ser sustentável, tanto do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista social. Não é só fazer um trabalho e ir, a ideia é que ele seja um trabalho contínuo”, defendeu, justificando o tempo e a paciência dedicação ao projecto”.

Durante a visita, Irlando Ferreira disse também que teve a oportunidade de ouvir a equipa de criadores que estão por detrás do projecto Renda Brava.

“Viemos perceber também de que forma foi o desafio inicial e onde é que nós estamos hoje. Qual foi o desafio que eles encontraram em fazer o protótipo inicial e alguma frustração, porque eles estavam a pegar em algo que não lhes é habitual”, adiantou.

Segundo o director do CNAD, “toda a parte formativa para que pudessem chegar à esta etapa tem uma metodologia que acaba por ter uma dimensão científica que permite com que daqui a 100 anos, se estiverem a fazer a Renda Brava, desde que se siga a metodologia, conseguirão garantir a qualidade e excelência deste produto”.

Conforme Irlando Ferreira, também analisaram o processo feito até então para perceber de que forma as rendeiras e os designers conseguiram resolver as questões técnicas e a partir do imaginário da Renda Brava introduzir uma outra dimensão patrimonial, uma outra dimensão identitária e fazê-la relacionar com o trabalho das rendeiras, mas também com todo o contexto da ilha Brava.

A responsável do Renda Brava, Adelina Lopes, sustentou que o projecto é “importante para o grupo”, mas reconheceu que no início “tiveram algumas dificuldades” que, entretanto, “já conseguiram ultrapassar”.

O projecto iniciou em finais do ano 2018, no âmbito da 3ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI) e insere-se no “Artesanato Created in Cabo Verde”, promovido pelo Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD, instituto público tutelado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas) e conta com a parceria da Câmara Municipal da Brava.

 

CD/MC/DR

Inforpress/Fim

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