Presidente da República destaca engajamento e motivação dos profissionais da Saúde no combate ao paludismo

Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, enalteceu hoje o engajamento dos profissionais da saúde no combate ao paludismo, considerando que receber a certificação da eliminação da doença representa “um grande ganho” nacional.

Numa visita efectuada hoje ao Ministério da Saúde, na Cidade da Praia, o chefe de Estado regozijou-se com o empenho e dedicação demonstrado pelo Governo, atribuindo o Dia da Defesa Nacional aos profissionais que laboram no sector.

“O Dia da Defesa Nacional é o dia de proteger e cuidar de Cabo Verde, não é o dia das Forças Armadas, é o dia de cada cabo-verdiano proteger e cuidar do País. O Ministério da Defesa Nacional aqui em Cabo verde é o Ministério da Saúde “, disse, apelando à mobilização das pessoas no combate ao paludismo.

José Maria Neves lembrou que em 2009, nesta mesma data, houve uma grande mobilização nacional para combater os mosquitos que transmitem a dengue.

“Mostra que nos momentos essenciais conseguimos fazer uma grande mobilização nacional, estar juntos para defender e cuidar de Cabo Verde. Trata-se de um ganho nacional que deve ser comemorado, para que possamos continuar essa mobilização no futuro para não termos mais o paludismo” considerou.

A ministra da Saúde, Filomena Gonçalves, por sua vez, adiantou que a luta contra o paludismo tem sido “uma jornada árdua e desafiadora” que demanda, sublinhou, a colaboração de todas áreas sociais.

A eliminação da doença, reflecte, conforme afirmou, o compromisso no fortalecimento da economia e reforço da posição de Cabo Verde no cenário mundial, da mesma forma que demonstra a dedicação dos profissionais na protecção da saúde e do bem-estar das pessoas.

“Esta vitória não é um triunfo da área de Saúde, é uma demonstração do que podemos alcançar quando nos unimos em torno de um objectivo comum. É o testemunho do trabalho incansável dos profissionais da saúde, pesquisadores, parceiros internacionais” disse, realçando que se deve continuar a investir num “sistema de Saúde robusto”.

O coordenador do Programa Nacional de Doenças de Transmissão Vectorial, António Moreira, indicou, por seu lado, que Cabo Verde não regista casos autóctones do paludismo desde Janeiro de 2018.

A mesma fonte adiantou ainda que nos últimos 20 anos a transmissão foi mínima e limitada a apenas duas ilhas, Santiago e Boa Vista, lembrando que no segundo trimestre de 2017, durante a pandemia, foram registados 423 casos de paludismo na Cidade da Praia.

LT/AA

Inforpress/Fim

 

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