Presidente da CT prevê crescimento na economia com aprovação do Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado

Cidade da Praia, 04 Abr (Inforpress) –  O presidente da Câmara de Turismo (CT), Gualberto do Rosário, disse hoje que, com a aprovação da lei que cria o Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado, prevê-se o crescimento da economia e uma nova dinâmica no mercado financeiro.

Gualberto de Rosário fez estas considerações em declarações à imprensa hoje à margem da audição com Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, para avaliar a Proposta de Lei que cria o Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado.

Conforme realçou, “a proposta é extraordinária” e muda radicalmente o mercado financeiro e o panorama financeiro das empresas do sector privado em Cabo Verde, considerando ainda se tratar de um “poderosíssimo instrumento” para a economia.

O responsável realçou ainda que o factor fundamental do desenvolvimento e crescimento económico do país é o sector privado, avaliação que considera ser consensual tanto a nível político como social, tendo em conta que sem ele, ajuntou, “Cabo Verde não vai conseguir resolver os problemas económicos que tem” e a maior parte dos problemas sociais, designadamente do emprego e o nível de rendimentos.

Por conseguinte, ressalvou, toda a solução que vem no sentido de criar uma oportunidade do investimento privado, ganhar outra dinâmica a nível nacional é importante, economicamente e socialmente.

“Este fundo, depois de aprovado e a funcionar, tem a virtude de poder, em termos financeiros, criar uma solução para as empresas endógenas”, precisou Gualberto do Rosário, indicando particularmente as que têm projectos maiores, sólidos, viáveis e não tragam riscos acima dos riscos que poderão ser corrigidos.

Por outro lado, prosseguiu, traz outra dinâmica para o crescimento económico, para o PIB, para o próprio equilíbrio regional, para o emprego e para o rendimento das famílias.

Apontou também que um dos problemas principais da economia cabo-verdiana é o acesso, para os projectos maiores, ao financiamento, isso porque “representam grande impacto na economia directamente, mas também pelo impacto indirecto.

“Os projectos maiores arrastam os menores, ou seja, se os grandes projectos funcionarem, os projectos das micro, pequenas e medias empresas também vão ser arrastadas por esses projectos”, destacou.

A audição parlamentar serviu ainda para discutir a proposta de Lei que extingue o International Support For Cabo Verde Stabilization Trust Fund, criado pela Lei nº69/V/98, de 17 de agosto, e autoriza a troca dos Títulos Consolidados de Mobilização Financeira detidos pelo Banco de Cabo Verde por Títulos do Tesouro e Proposta de Lei que cria o Fundo Soberano de Emergência e extingue o Fundo Especial de Estabilização e Desenvolvimento.

HR/FP

Inforpress/Fim

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