Carlos Veiga apresenta plataforma eleitoral e revela principais compromissos da candidatura

Cidade da Praia,  28 Set (Inforpress)  – O candidato Carlos Veiga apresentou hoje a sua plataforma eleitoral para as eleições presidenciais de 17 de Outubro, e promete actuar “dentro dos limites da Constituição”, ao mesmo tempo que  revelou “os sete compromissos fundamentais”.

Co-autor da Constituição da República de Cabo Verde, este antigo primeiro-ministro almeja trabalhar de forma a contribuir para que o Governo e os demais órgãos de soberania promovam a construção de uma sociedade “mais justa para todos”  e compromete-se em aperfeiçoar e ampliar as relações de Cabo Verde com as nações “mais importantes” do mundo.

Novas parcerias estratégias em busca de abertura de novos investimentos, constituem preocupações de Carlos Veiga que, com esta candidatura presidencial mostra-se focado na “união e independência” de todos, para que o País possa superar a pandemia e reentrar nos trilhos do desenvolvimento.

O aspirante ao Palácio do Platô promete tudo fazer para que “os direitos conquistados sejam finalmente postos em prática” e firmou o compromisso em trabalhar para uma Constituição viva, erradicação da pobreza extrema, paternidade responsável, Cabo Verde hub digital, segurança social da cultura, comunidades emigradas e uma presidência aberta.

Nesta perspectiva, Carlos Veiga prometeu lutar para que a Carta Magna, que ajudou a escrever, seja “respeitada e cumprida por todos”, no quadro de uma administração pública ao serviço das pessoas, com órgãos públicos “cada vez mais eficientes e transparentes”.

“Não é aceitável que em pleno século XXI uma parcela da nossa população ainda viva sob o medo da insuficiência alimentar e sem acesso às condições básicas para uma vida digna”, advertiu Carlos Veiga que prometeu estar atento ao cumprimento do Governo para que esta meta seja cumprida, se for eleito ao cargo de mais alto magistrado da Nação.

Outra “grande preocupação” da sua candidatura relaciona-se com o facto de “55% das crianças cabo-verdianas crescerem sem a presença do pai”, o que para Carlos Veiga é “um absurdo” que precisa ser revertido, razão pela qual traçou como prioridade da sua presidência, um debate sobre esta matéria.

Considerando os artistas como “a alma do cabo-verdiano e seus maiores representantes”, compromete-se em promover debates de forma a influenciar para que seja estabelecido o sistema de Segurança Social da Cultura, construir pontes para que o País mergulhe na economia digital para transformar Cabo Verde num pólo de atracção de empresas de tecnologias.

Considerando Cabo Verde como “um País diaspório”, Carlos Veiga promete dedicar uma “atenção particular” às comunidades emigradas, enquanto “activo estratégico da Nação cabo-verdiana”  para possa ser um presidente próximo das pessoas.

Na sua “Carta ao Povo Cabo-verdiano” diz sentir-se “honrado e grato” e que honra a independência assim como a democracia, que libertou a Pátria do jugo colonial e  trouxe a liberdade, respectivamente,  reconhece que o País vive um dos momentos mais difíceis da sua história e que sabe bem das necessidades urgentes para a retoma do crescimento económico, criação do emprego e oportunidades para a juventude.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos, nomeadamente Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.  

SR/AA

Inforpress/Fim

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