Presidenciais’2021: Hélio Sanches considera Carlos Veiga e José Maria Neves sem moral para ser Presidente da República

Cidade da Praia, 03 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais Hélio Sanches acusou hoje a candidatura de Carlos Veiga e José Maria Neves de “distribuírem e esbanjarem dinheiro”, e considerou que os mesmos não têm moral para ser Presidente da República.

A acusação foi feita hoje pelo candidato, durante mais uma acção de campanha em Santa Cruz, concelho que, segundo disse, sofre com a desigualdade social e desemprego jovem.

“Os candidatos da velha normalidade estão a transmitir mensagens que não são positivas, porque estão a distribuir dinheiro para fazer campanha, o que não é bom. Apelo mais uma vez à população de Cabo Verde a me dar um voto de confiança porque eu sou o único candidato independente que vai tratar todos os cabo-verdianos em pé de igualdade”, precisou.

Considerou que Carlos Veiga e José Maria Neves, que já exerceram o cargo de primeiro-ministro e já dispõem de um salário atribuído pelo estado, não têm mais nada para dar ao país, porque se forem eleitos Presidente da República os seus salários vão duplicar, o que “não é justo”, sendo que muitos jovens estão no desemprego.

No seu entender, a política deve ser feita com um certo sentido de justiça e de moralidade, requisitos que, a seu ver, os dois candidatos não dispõem.

“Os jovens precisam de mais atenção e apelo à juventude cabo-verdiana a confiar na minha candidatura e que me ajudem a ganhar essa eleição. Serei um presidente que irá resolver o problema do desemprego que afecta sobretudo a juventude”, prometeu.

Por outro lado, disse ainda que em Cabo Verde “o voto é muito condicionado”, e que essas candidaturas continuam a alimentar esse ciclo vicioso de distribuir dinheiro.

“Nos últimos três dias antes das eleições vamos ficar vigilantes e não vamos permitir que ninguém e nenhum cabo-verdiano seja condicionado o seu voto”, assegurou o candidato que considera que no regime democrático as pessoas têm que votar livremente.

Hélio Sanches manifestou-se ainda “preocupado” com o “esbanjamento” e o “luxo” durante as campanhas, mas também com a alegada distribuição de dinheiro que as duas candidaturas têm feito para os jovens participarem em comícios.

“É uma medida que não é correcto e condenamos esta prática, porque somos democratas e queremos que as pessoas votem livremente e escolham um novo presidente com liberdade”, referiu.

Segundo disse, trata-se de uma prática que não é boa para a imagem de Cabo Verde, que é considerado um país democrático e um exemplo a nível de África e do mundo.

À tarde a caravana presidencial vai estar com o eleitorado de Calheta de São Miguel e São Lourenço dos Órgãos.

Nas presidenciais de 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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