Presidenciais 2021: Candidatura de JMN exorta Governo a assumir que não é parte desta disputa eleitoral

Cidade da Praia, 05 Out (Inforpress) – A candidatura de José Maria Neves à Presidência da República reiterou hoje a denúncia de uso de recursos públicos na campanha a favor da candidatura adversária, e exortou o Governo a assumir que não é parte desta disputa eleitoral.

“Esta candidatura convida e exorta o Governo a assumir que de facto que não é parte desta disputa eleitoral, a recolher-se à posição de reserva que deve ter, abstendo-se de lançar farpas ou qualificar negativamente um candidato”, disse a mandatária adjunta da candidatura, Maria João Novais.

Falando em conferencia de imprensa em reação às declarações proferidas pela porta-voz do Governo, Maria João Novais apontou uma série de situações que, na perspectiva da candidatura que representa, traduzem-se em “uso indevido” dos bens públicos ou comprometem a postura neutral e imparcial bem como ética política, que como Governo as deve ter, à luz da Constituição da República e outras normas do código eleitoral.

Visita ao exterior de membros de Governo com caravanas externas na fase de pré-campanha, a vista do Ministro das Comunidades a vários países europeus e a visita do primeiro-ministro a São Tomé e Príncipe foram algumas das situações mencionadas.

“Porque tais visitas justamente agora e com uma coincidência total de agenda entre o Governo e o candidato apoiado pelo MpD? Se isto não é utilizar os meios públicos e violação da neutralidade e imparcialidade, então o que é”, questionou.

No que se refere à deslocação do primeiro-ministro a São Tomé e Príncipe, adiantou que se dúvidas houvesse sobre as razões de tal visita, a mesma foi amplamente anunciada pelo deputado do MpD, Orlando Dias, como sendo campanha eleitoral.

“Veja-se o que disse esse deputado, por sinal eleito por África, que integrou a comitiva – o PM de CV visitará São Tomé e Príncipe a partir de amanhã. Será reafirmado que Dr. Carlos Veiga é único candidato que irá garantir a estabilidade governativa e reforçar a governação do país”, citou.

Maria João Novais falou ainda da completa colagem da figura do primeiro-ministro ao candidato apoiado pelo partido do Governo, pondo em causa o distanciamento e a neutralidade que deve haver do Governo em relação a todas as candidaturas.

A candidatura de José Maria Neves entende que os membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro têm o direito de se envolver nas campanhas eleitorais, como cidadãos e dirigentes partidários, mas sem utilizar as suas funções e os recursos públicos.

“Nas acções de campanha em vários bairros, é constante a presença de várias viaturas de chapas amarelas”, denunciou, informando ainda que, no dia em que o candidato apoiado pelo MpD desloca-se à Boa Vistas, duas ministras, da Defesa Janine Lélis e das Infra-estruturas, Eunice Silva também se deslocam à ilha.

“Coincidência”, questionou a mandatária, indicando que a confusão abusiva e sistemática entre o partido do Governo e o Estado é um flagrante que se assiste “sobremaneira” no decurso desta campanha para as eleições presidenciais, trazendo à tona questões de fundo sobre a saúde democrática e a boa governação.

“Tudo isto tem vivo repúdio da opinião pública cabo-verdiana, pelo que se apela à reconsideração do Governo perante os termos de tal comunicado ao invés do reiterar e do propalar tal incongruência democrática”, disse, salientando que a candidatura de José Maria Neves permanecerá firme na sua luta política e cívica em prol de Cabo Verde mais prospero e solidário.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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