Presidenciais’2021: “As nossas mensagens estão a penetrar-se em todas as fissuras da sociedade cabo-verdiana” – JMN

Cidade da Praia, 07 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais José Maria Neves fez um balanço “muito positivo” da primeira semana da campanha eleitoral e salientou que “a mensagem da sua candidatura está a penetrar-se em todas as fissuras da sociedade cabo-verdiana”.

“A campanha tem decorrido muito bem. A onda djunta mon kabésa y korason está a crescer nas ilhas e na diáspora. A campanha tem sido muito afectiva, alegre e bonita com grande liberdade de espírito, uma campanha elevada de debate de ideias e espero continuar nesta linha até ao final da campanha eleitoral”, disse.

O candidato considerou ainda que o Presidente da Republica deve dar o exemplo, procurar resgatar a nobreza da política e fazer a campanha com muita ética e muita elevação, exemplo que, afirmou, está a ser dado nas acções de campanha.

“O tempo de antena só apresenta ideias, não ataca ninguém, não procura questiúnculas, não traz nem calúnias e nem injúrias. Nós queremos apresentar as propostas e fazer uma campanha muito elevada nas redes sociais e também nos comícios e nos contactos porta-a-porta”, disse.

A estratégia utilizada nesta primeira semana, indicou, é a que estava definida desde o início, com deslocações a todas as ilhas para apresentação das propostas e discussão de ideias.

O objectivo de José Maria Neves é de trabalhar para ser um presidente que une, que protege e que em cooperação com o Governo trabalhe, por um lado, para a reconstrução do país na pós-pandemia e, por outro lado, para acelerar o passo da modernização do país porque, salientou, as pessoas que não têm emprego, que estão na pobreza, que sentem os constrangimentos do dia-a-dia são pessoas que têm pressa.

“É preciso acelerar o passo na busca de mais eficiência, de mais sofisticação e qualidade nas decisões públicas. A ideia também é de unir a nação global cabo-verdiana, as ilhas e a diáspora e aproveitar todas as competências e capacidade para o desenvolvimento de Cabo Verde”, anotou. 

Nesta primeira semana, o candidato já esteve em São Vicente, no Porto Novo em Santo Antão, nos municípios de Santa Catarina, São Miguel e Tarrafal, na Praia, Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, na ilha de Santiago, e na ilha do Fogo.

“Temos equipas em todo o Cabo Verde a falar com as pessoas. Estamos a chegar, a falar com os activistas, com as pessoas e as nossas mensagens estão a penetrar-se em todo as fissuras da sociedade cabo-verdiana. Portanto estamos a fazer uma campanha muito intensa e muito abrangente, de muita presença em todas as ilhas do país”, realçou.

Para além da parte presencial, a campanha decorre também de forma “muito intensa” nas redes sociais para acudir aos anseios das pessoas que já não estão interessadas nas formas tradicionais de fazer campanha como os grandes comícios.

“As pessoas estão muito interessadas em ouvir as mensagens e há outras formas diferentes e mais modernas na transmissão das mensagens. Por isso estamos essencialmente a falar com as pessoas através das redes sociais, através dos tempos da antena, na rádio e televisão”, disse.

Apesar de contar com o apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que considerou “muito importante”, José Maria Neves afirmou que a sua candidatura é uma candidatura cidadã, aberta a todas as sensibilidades políticas e sociais.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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