Praia: Moradores do Casa para Todos de Achada Grande Trás pedem mais segurança

Cidade da Praia, 02 Ago (Inforpress) – Os moradores do empreendimento Casa para Todos em Achada Grande Trás, na Cidade da Praia, estão preocupados com os frequentes assaltos que têm sido vítimas e pedem mais segurança.

De passagem hoje pelo empreendimento, a Inforpress foi abordada por um grupo de moradores que quis expor os seus problemas relacionados com a falta de segurança. Conforme relataram, são vítimas de assaltos à mão armada desde que o bloco habitacional começou a ser habitado.

Os assaltantes, suspeitam, são “bandidos da zona”, que praticam seus actos encapuzados e com recurso a armas branca e de fogo. O clima, conforme contam, é “de medo” e “preocupação”.

Falando em nome do grupo, a moradora Manuela Pereira afirmou que ainda na noite desta quinta-feira, 01, ela e mais três vizinhos foram assaltados por dois “encapuzados” sob ameaça de um machim e uma arma de fogo.

“Só ontem fomos quatro pessoas assaltadas, por dois rapazes mascarados. Eu reagi, mas quando vi que ia ser agredida na cabeça com um machim tive que deixar que levassem todo o dinheiro que eu a havia conseguido com a venda das minhas bifanas”, contou.

Manuela Pereira disse ainda não saber o valor que lhe foi levado. “Não tenho outra forma de ganhar o pão, tenho que voltar a vender na rua, mesmo sabendo dos riscos”, afirmou.

“Peço às autoridades que olhem por nós e que nos garanta segurança aqui porque não temos segurança aqui na Casa Para Todos de Achada Grande Trás”, suplicou esta vendeira ambulante, lamentado o facto de ter sido assaltada à frente de um filho menor que, “assustado não conseguiu dormir a noite toda”.

Questionada sobre a identidade dos bandidos, esta moradora respondeu que estes aparecem “mascarados” e, por isso, não sabem quem são. “Aqui há muitos becos em que os bandidos se escondem cada hora num”, acrescentou.

“Se soubermos… denunciamos, mas…”, frisou Manuela Pereira, pedindo que as autoridades garantam segurança, pelo menos à noite.

Aquela moradora disse que fizeram queixas, pedindo presença da polícia, mas que “nada resolve”.

“Quando chamamos pela polícia, esta demora mais de 20 minutos para cá chegar. Se for para nos matar já estaríamos mortos. A qualquer hora podemos aparecer mortos porque aqui não há segurança”, finalizou.

GSF/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos