PR prevê importantes mudanças em outros sectores com maior participação das mulheres nas esferas política e social

Cidade da Praia, 27 Mar (Inforpress) – A mulher cabo-verdiana sempre foi um pilar da sociedade e sua maior participação nas esferas política e social poderá impulsionar “importantes mudanças” em outros sectores, contribuindo assim para o desenvolvimento do país, considerou hoje o Presidente da República.

Na sua mensagem alusiva ao Dia da Mulher Cabo-verdiana, que hoje se celebra, Jorge Carlos Fonseca ressaltou que a mulher cabo-verdiana “tem sabido sempre esculpir, na fina porcelana do destino cabo-verdiano, um rosto da Nação”, frisando, entretanto, que a classe enfrenta ainda desafios que possibilitem a sua afirmação em diversas áreas e vencer as discriminações a que estão sujeitas.

Apesar dos inúmeros esforços das várias instituições que actuam nesta área e de mulheres e homens valorosos desta nação, realçou, há necessidade de haver uma maior representatividade e participação na esfera política, que se mantém abaixo dos 25% no parlamento nacional, apontando este aspecto como um dos desafios a ser ultrapassado.

Indicou, neste sentido a adopção da Lei da Paridade cuja primeira proposta já foi apresentada para discussão no parlamento pela Rede de Mulheres Parlamentares de Cabo Verde, como uma das medidas capazes de alterar o actual cenário relativamente à participação da mulher na vida política.

“De facto, uma maior participação das mulheres nas esferas política e social poderá impulsionar importantes mudanças em outras esferas, designadamente no próprio sector doméstico ou familiar, através da criação de um contexto mais compensador para as mulheres que as liberte da excessiva sobreocupação a que estão sujeitas”, salientou.

Deste modo, ajuntou o Presidente da República, as questões que afectam as mulheres nomeadamente, a protecção da maternidade, com as redes de apoio às famílias e dependentes ou com o combate à violência baseada no género poderão ser melhor concretizadas.

Jorge Carlos Fonseca destacou, por outro lado, a necessidade de uma atenção especial para as mulheres com deficiência cujos direitos são frequentemente negligenciados, no que se refere a uma educação de qualidade e inserção socioprofissional e as devidas condições para a sua adequada participação política ou aos seus direitos sexuais e reprodutivos, entre outros.

Lamentou, entretanto, que se continue a verificar no país situações que considerou “trágicas” com a morte de várias mulheres por razões de género, frisando neste quadro, que apesar dos dados apontarem que há uma diminuição de casos de VBG, os indícios e a gravidade desse tipo de violência são ainda “preocupantes”.

“Sem dúvida que é pelo esforço das próprias mulheres, em parceria com os homens, que se realizarão as mudanças que permitirão maior igualdade, equidade e justiça social no país”, disse, mostrando-se convicto de que a mulher cabo-verdiana saberá superar os desafios, consagrando definitivamente a prática cabal dos seus direitos e melhores oportunidades para ocuparem o seu merecido papel na sociedade cabo-verdiana.

Jorge Carlos Fonseca finalizou o seu discurso felicitando a todas as mulheres cabo-verdiana, almejando que as mesmas sejam cada vez mais apreciadas, valorizadas e reconhecidas em Cabo Verde e ao redor do mundo.

CM/ZS

Inforpress/Fim

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