Portugal: Exposição “Breve história colonial e outras memórias” serve para reflectir questionar e agir – curador

Lisboa, 24 Nov (Inforpress) – O curador da exposição “Breve história colonial e outras memórias”, do artista plástico cabo-verdiano Tchalé Figueira, Ricardo Barbosa Vicente, considerou hoje que as obras servem para reflectir, questionar e o ponto de partida para agir.

A afirmação foi feita à Inforpress durante a inauguração da exposição, que aconteceu hoje no Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, com a ausência do autor que não conseguiu viajar do arquipélago para a capital portuguesa.

Segundo Ricardo, a exposição pretende ser antológica, em que se pode ver várias nuances da pintura do Tchalé, evocando toda a memória colonial.

“É uma exposição, acima de tudo, para reflectir, questionar e ser um ponto de partida para agir. É um dos artistas cabo-verdianos com uma carreira mais consolidada, nacional e internacionalmente”, disse.

De acordo com o curador, por meio das suas “inconfundíveis pinceladas”, Tchalé Figueira transporta as pessoas a um universo onde a história colonial é não só observada, mas desafiada, fazendo com que haja questionamento sobre as percepções e realidades.

De acordo com a mesma fonte, a sua arte não se limita a representações visuais, mas “serve de manifesto contra desvalorizações humanas, iluminando episódios muitas vezes sombrios da história, e alertando sobre a indiferença e a amnésia colectiva”.

A exposição “Breve história colonial e outras memórias” ficará patente no CCCV até 12 de Janeiro.

O artista não conseguiu estar presente na inauguração da exposição, por questões pessoais, mas o curador espera ter a sua presença no encerramento da mesma.

Tchalé Figueira, que também é escritor, nasceu em Mindelo e consolidou a sua carreira artística na Suíça, tendo exposto as suas obras em diversos países, com o seu legado artístico a estender-se por museus e colecções privadas em África, Europa e América.

DR/CP

Inforpress/Fim

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