Portugal: Autarcas de Santiago Sul querem encontrar formas de obter mais financiamentos da União Europeia

Lisboa, 28 Out (Inforpress) – Os três autarcas de Santiago Sul querem trabalhar com os parceiros estratégicos que os possam ajudar a encontrar formas para obter mais financiamentos disponibilizados pela União Europeia (UE) aos países insulares, mais concretamente a Cabo Verde.

Com esse objectivo, os presidentes das câmaras municipais de São Domingos, Isaías Barreto, da Praia, Francisco Carvalho, e de Ribeira Grande de Santiago, Nelson Moreira, participaram hoje, em Brandoa, Concelho de Amadora (Portugal), na conferência alusivo ao tema “A União Europeia e o apoio aos países insulares – A importância dos projectos locais”.

A participação na conferência enquadra-se no encontro “Ritmos e Raízes: encontro multicultural”, organizado pelo movimento Olhar da Diáspora Cabo-verdiana (MODCV), em parceria com a Associação de Solidariedade Social Alto Cova da Moura, (ASSACM), com o auxílio da Junta de Freguesia Encosta do Sol – Amadora e o apoio da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.

Em declarações à Inforpress, Isaías Barreto considerou que essa conferência é uma “janela de oportunidades” para se explorar, em termos de mobilização de recursos para implementação de projectos estruturantes a nível dos municípios, tendo em conta que um dos grandes desafios do poder local é a autonomia financeira.

“Mas havendo possibilidade de outras fontes de financiamento a nível do país ou da Europa, é um grande alívio. Nessa conferência, exploramos essa área e janela de oportunidades para mobilizarmos recursos para os municípios, particularmente a região Santiago Sul”, disse o autarca, sustentando que esse encontro permite identificar parceiros com capacidades em termos de elaboração de projectos para ajudar a levar os recursos para o país.

Nelson Moreira vai na mesma linha, enaltecendo que a conferência é uma “oportunidade único” no sentido de impulsionar novas parcerias com o intuito de implementar a agenda de desenvolvimento sustentável no município, tendo em conta a parca capacidade de mobilização de recursos versus financiamento.

“Há muitos financiamentos que a União Europeia põe à disposição dos países insulares, mas nem sempre é do nosso conhecimento. A ideia é perceber as formas que podemos chegar a essas fontes que estão disponibilizadas para nós que muitas vezes nos passam despercebidas (…). Se não procurarmos alternativas corremos o risco de fazer só a gestão corrente”, sustentou.

Por sua vez, o presidente Francisco Carvalho explicou que o convite para participar nesse evento em Portugal surge dentro da ideia de que a Câmara Municipal da Praia tem de sair à procura de financiamento alternativos para as iniciativas, já que as receitas da edilidade não chegam para as necessidades.

“Estamos a fazer isso em conjunto com as câmaras de São Domingos e de Ribeira Grande de Santiago (…). Estou muito satisfeito com o apoio que a UE tem dado à Câmara Municipal da Praia”, disse, apontando dois exemplos de projectos que está a implementar, como o “Pacto de autarcas”, com a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, na área de energias renováveis, e o projecto “Praia mais inclusiva” que permite a ligação de água e redes de esgotos a casas particulares e construção de casas de banho.

A conferência “A União Europeia e o apoio aos países insulares – A importância dos projectos locais” teve também a participação do especialista em Assuntos Europeus, Carlos Medeiros.

DR/JMV
Inforpress/Fim

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