Porto Novo/Pozolanas: Portonovenses insistem no relançamento da indústria encerrada há seis anos

Porto Novo, 30 Set (Inforpress) – A situação da unidade de produção de cimento pozolânico, no Porto Novo, em Santo Antão, encerrada há seis anos, continua a preocupar os portonovenses, que voltam a insistir na necessidade de se encontrar “uma saída” para essa indústria.

Os munícipes voltam a pedir à Câmara Municipal do Porto Novo para, juntamente com o Governo, encontrar “uma solução” para essa cimenteira, que está paralisada desde os meados de 2013, acreditando que a exploração desse recurso natural trará “grande impacto” à economia local.

Henrique da Luz, que é, também, deputado municipal, aproveitou a recente sessão da Assembleia Municipal do Porto Novo, para “uma vez mais” exortar o edil, Aníbal Fonseca, a continuar os esforços com vista “a encontrar o tão desejado parceiro estratégico” para relançar essa indústria.

Para os munícipes, as pozolanas, cujos estudos já efectuados provam que são de “grande qualidade”, podem impulsionar a economia local, pelo que a câmara e o Governo devem continuar à procura dos investidores interessados nessa cimenteira, em situação de abandono.

A fábrica de cimento pozolânico, instalada em 2005, por um investidor italiano, encerrou as portas oito anos depois, por alegadas dificuldades financeiras, decorrentes da “falta de mercado” para o produto.

As pozolanas, cujas reservas andam à volta de dez milhões de toneladas, constitui, “um recurso estratégico” para o desenvolvimento do Porto Novo, conforme os responsáveis locais, que garantem estar, em parceria com o Governo, “a fazer os possíveis” para “engajar investidores”, nesta indústria.

A autarquia informou está a par do “interesse” de alguns investidores asiáticos e europeus, pelo que há “esperança” em que se consiga “engajar” parceiros para revitalizar essa fábrica, situada em Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo.

JM/ZS

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos