Porto Novo: Mercado de peixe continua de portas fechadas 15 meses depois da sua construção

Porto Novo, 31 Jan (Inforpress) – O mercado de peixe da cidade do Porto Novo, em Santo Antão, que representou um investimento de 21 mil contos, continua de portas fechadas 15 meses depois da sua inauguração, constatou hoje a Inforpress no local.

As peixeiras insistem em vender o pescado nas ruas alegando a necessidade de o mercado ser melhor sinalizado para levar os consumidores ao espaço, justificação que a autarquia considera “incompreensível” e estranha a atitude da classe que “sempre reclamou a construção do mercado”.

O vereador da Câmara Municipal do Porto Novo, que responde pelo desenvolvimento económico, Valter Silva, explicou que o mercado de peixe é uma infra-estrutura que as peixeiras sempre desejaram, razão pela qual considera “incompreensível” que este espaço não esteja a ser utilizado pelas vendedoras do pescado.

Conforme este vereador, está-se perante “um mercado moderno, bem equipado e que dá toda a dignidade às peixeiras” que, mesmo assim, preferem continuar a exercer a sua actividade nas ruas.

Por sua vez, o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, recordou que as peixeiras sempre pediram a construção do mercado e não foi nada fácil mobilizar o financiamento, considerando que “poucos municípios em Cabo Verde têm um mercado tão moderno e bem equipado”.

Mas, mesmo assim, avançou, as peixeiras por razões que se desconhecem, preferem ocupar as ruas que ficam a apenas 30 metros do mercado.

Exorta ainda os consumidores para prescindir de comprar o pescado nas ruas, considerando que a venda de peixe nas ruas é a “pior solução” que se pode tomar.

O presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo, Atlermiro Neves, apelou às peixeiras para ocuparem o mercado, conferindo maior dignidade à sua actividade profissional e assegurando um produto de qualidade aos consumidores.

O mercado de peixe, com 28 bancas e equipamentos de frio, foi inaugurado em Setembro de 2022, representando um investimento de 21 mil contos co-financiado pela cooperação luxemburguesa e pelo Ministério do Mar.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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