Porto Novo: Famílias do Planalto Norte com “sérias dificuldades” para pagar luz eléctrica insistem na redução das tarifas

Porto Novo, 17 Out (Inforpress) – As famílias que possuem a energia produzida pela central fotovoltaica solar no Planalto Norte, no Porto Novo, em Santo Antão, dizem enfrentar “sérias dificuldades” para pagar a luz eléctrica e voltam a pedir a redução das tarifas.

A central fotovoltaica, instalada em Janeiro deste ano, é gerida pela Câmara Municipal do Porto Novo, que, por não existirem ainda contadores, decidiu fixar as tarifas entre 750 escudos, 1.000 escudos e 1.500 escudos mensais, mas, mesmo assim, as 50 famílias que usufruem dessa central dizem que, devido ao desemprego, não têm conseguido pagar esse valor.

Consideram que as tarifas praticadas estão “acima das possibilidades” da “grande maioria” dos utentes, razão pela qual o município do Porto Novo, entidade gestora da central, deveria, no seu entender, “rever os preços e fixá-los conforme as possibilidades das pessoas”.

Os operadores económicos locais dizem, igualmente, que a energia distribuída pela central fotovoltaica, com uma potencia de 35 quilowatt, tem sido “insuficiente” e não tem contribuído para melhoria da sua actividade.

Os comerciantes locais explicam que “não se pode sequer ligar um frigorífico”, porque “o quadro dispara e corre-se o risco de ficar sem energia por muito tempo”.

Com a central fotovoltaica, projecto que custou cerca de 20 mil contos, 50 famílias no Planalto Norte do Porto Novo passaram a dispor de luz eléctrica durante 24 horas por dia.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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