Porto Novo/Dia Mundial de Combate à Seca: Planos de mitigação têm permitido suavizar os efeitos da seca no município – edil (c/áudio)

Porto Novo, 17 Jun (Inforpress) – As autoridades municipais têm conseguido “suavizar” as dificuldades decorrentes dos dois anos de “seca severa” no Porto Novo, Santo Antão, graças aos planos de mitigação dos efeitos dos maus anos agrícolas, implementados neste município, a partir de 2017.

Quem o garante é o edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, que admite que, nesses dois anos de seca, houve “dificuldades acrescidas” no concelho, mas que, “graças aos planos de mitigação dos efeitos da seca”, a edilidade portonovense tem conseguido criar empregos “exactamente para dar rendimentos às famílias mais vulneráveis”.

Os planos de mitigação dos efeitos da seca e dos maus anos agrícolas têm permitido, igualmente, construir algumas infra-estruturas nas comunidades, criando assim resiliência às pessoas, explica o autarca.

“Posso dizer que temos conseguido suavizar os efeitos de seca. A câmara tem procurado manter quase sempre frentes de trabalho nas comunidades para atender ao número considerável de pessoas que não tem rendimentos”, sublinhou o presidente da câmara do Porto Novo.

Porto Novo recebeu, nos últimos dois anos, 116 mil contos para “amenizar” os efeitos da seca, uma das piores dos últimos dez anos, que coloca em situação de vulnerabilidade “centenas” de famílias, neste município.

Este ano, a verba disponibilizada pelo Governo anda à volta de 36 mil contos para a realização de projectos que atenuem os efeitos do mau ano agrícola neste concelho, através de criação de postos de trabalho para as famílias em maiores dificuldades.

O plano, que está a ser implementado desde Abril, e se prolonga até Setembro, consiste, segundo a edilidade portonovense, na realização de uma série de obras que têm gerado empregos (uma medida de 400 por mês) às famílias em situação de extrema vulnerabilidade.

No ano transacto, a verba disponibilizada ao concelho do Porto Novo foi de quase 80 mil contos, que foi destinada à criação de empregos (cerca 1.500), à mobilização de água e ao salvamento do gado.

JM/ZS

Inforpress/fim

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