Porto Novo/Chã de Norte: Famílias em plena faina agrícola com normalização do fornecimento de água

Porto Novo, 24 Abr (Inforpress) – As famílias em Chã de Norte, no Porto Novo, Santo Antão, já retomaram a faina agrícola, depois de se ter resolvido o problema de água que, durante cerca de um ano, paralisou a agricultura na localidade.

O representante dos agricultores, Ivanildo Dias, confirmou à Inforpress que as famílias que praticam a agricultura nessa zona já retomaram a sua actividade, apesar das dificuldades na aquisição de factores de produção.

Este agricultor reconheceu, porém, que praticamente todas as famílias que “perderam tudo” durante o período em que o furo em Chã de Chã de Norte esteve inoperante, devido a problemas no sistema de bombagem, estão a enfrentar dificuldades na redinamização da sua actividade.

Para relançar a agricultura em Chã de Norte, além de apoio em factores de produção, os agricultores gostariam ainda que fossem isentos, durante algum tempo, do pagamento da taxa relativa ao fornecimento da água, como já aconteceu em outros vales do concelho do Porto Novo.

“Isso seria bom, porque muitas famílias estão em dificuldades para redinamizar a sua actividade”, notou Ivanildo Dias.

O delegado Ministério da Agricultura e Ambiente, Joel Barros, já prometeu discutir esta questão com a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), com vista a disponibilizar “algum incentivo” aos agricultores em Chã de Norte.

Este responsável tinha prometido analisar com a ANAS a possibilidade de isentar, “durante algum tempo” essas famílias do pagamento da taxa no fornecimento de água para a rega.

A paralisação do sector agrícola em Chã de Norte deveu-se a um problema de água que foi ultrapassado semana passada, depois de um investimento de mais de cinco mil contos, suportado pelo Ministério da Agricultura, na remodelação de todo o sistema de bombagem do furo dessa localidade, com capacidade para produzir 25 metros cúbicos por hora.

O sistema de bombagem do furo, que vinha apresentando avarias constantes, foi “totalmente renovado” para o alívio das famílias, que procuram agora relança a agricultura na zona, apostando, para já, nas culturas de cenoura e batata doce.

JM/AA

Inforpress/Fim

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