Porto Novo: Associação de pescadores enaltece resultados conseguidos na reparação de embarcações

Porto Novo, 01 Jul (Inforpress) – O protocolo assinado nos princípios deste ano entre a Associação dos Pescadores do Porto Novo, Santo Antão, e a edilidade portonovense permitiu já reparar cinco embarcações, estando a ser recuperadas outras tantas, para a satisfação dos pescadores.

A Associação dos Pescadores do Porto Novo destaca, assim, os “êxitos” que estão sendo conseguidos, sobretudo no eixo “reparação de botes”, previsto no quadro desse protocolo, que consagra ainda a instalação de uma loja de materiais de pesca, em resposta à uma revindicação dos operadores.

Segundo a câmara do Porto Novo, até final deste ano os apoios à pesca artesanal no Porto Novo  vão ser reforçados no âmbito do um projecto que a autarquia está a concretizar com financiamento do Governo de Cabo Verde, projecto esse que já permitiu disponibilizar aos pescadores algumas embarcações recuperadas, motores de popa e outros equipamentos de pesca.

Nesta altura, a “maior preocupação” dos operadores relaciona-se com a conservação do pescado, sobretudo nas comunidades piscatórias de Monte Trigo e Tarrafal.

Os pescadores clamam pela resolução do problema, que está a condicionar a actividade pesqueira em ambas comunidades.

Monte Trigo, segundo os pescadores locais, enfrenta problemas de conservação do pescado há quase um ano, desde que a unidade local de produção de gelo deixou de funcionar, enquanto no Tarrafal a fábrica de gelo não tem conseguido atender às necessidades.

Porém, o problema em Monte Trigo está em vias de resolução no quadro de um projecto financiado pelas Nações Unidas, através da Global Environment Facility (GEF), que vai permitir duplicar a capacidade de produção de gelo nessa comunidade piscatória (de 500 para mil quilogramas de gelo/dia).

No Tarrafal, a associação dos pescadores diz continuar à espera dos investimentos prometidos pelo Governo, designadamente a nível de conservação do pescado, alertando que a situação da pesca nessa comunidade está “cada vez mais difícil”.

JM/AA

Inforpress/Fim

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