Porto Novo/Agricultura: Traça do tomateiro alastra-se a outras zonas para apreensão dos agricultores

Porto Novo, 29 Ago (Inforpress) – A “traça do tomateiro”, praga conhecida por “tuta absoluta”, que ataca culturas de tomate, está alastra-se a outras localidades no concelho do Porto Novo, em Santo Antão, para a apreensão dos agricultores.

A borboleta “tuta absoluta”, detectada, há quase uma década no Porto Novo, existia apenas no vale da Ribeira Fria, zona conhecida como sendo um grande produtor de tomate, mas, “ultimamente”, tem-se alastrado a outras zonas agrícolas, como Ribeira dos Bodes, Casa de Meio e Galinheira.

Os agricultores em Ribeira Fria alertam que essa praga está a ameaçar a cultura de tomate nessa localidade, enquanto em Ribeira dos Bodes, os lavradores dizem-se “preocupados”, já que essa praga, além de tomate, está a atacar, também, o repolho, com prejuízos de “milhares” de contos.

Segundo o presidente da associação dos agricultores em Ribeira dos Bodes, Jailson Monteiro, “traça do tomateiro” tem provocado estragos de “milhares” de contos aos agricultores dessa localidade, que têm tentado combater essa praga, mas sem quaisquer resultados práticos.

Em Casa de Meio, os agricultores estão, igualmente, apreensivos, já que essa praga já foi detectada nessa zona agrícola, segundo o representante dos lavradores, José Lima

Também, os agricultores abrangidos pelo projecto sobre agricultura urbana em Galinheira, na cidade do Porto Novo, já sofrem na pele com essa praga, cuja forma de combate tem-se revelada ineficaz.

Os produtores têm recorrido a iscos, mas o facto é que “tuta absoluta” continua a destruir culturas de tomate e repolho, para o “desespero” da classe, que clama pela intervenção do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA).

Essa borboleta foi detectada, pela primeira vez, no Porto Novo, em 2010 e o seu combate tem sido “uma preocupação constante”, segundo os serviços locais do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), que reconhece que o combate à essa prega tem-se revelado “difícil”, já que os meios utilizados têm-se mostrado “pouco eficientes”.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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